Ana Catarina/ Reprodução: @ma_werneck
Ana Catarina/ Reprodução: @ma_werneck

Embaixadora do surfe feminino na WSL desenvolve projetos no Brasil em busca de visibilidade

Marina Werneck trouxe o primeiro campeonato exclusivo da categoria para Santa Catarina 

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2018 | 05h00

A proposta de trazer mais visibilidade para o surfe feminino no Brasil é "questão de honra" para a carioca Marina Werneck. Embaixadora da categoria na World Surf League (WSL), a ex-surfista trabalha para desenvolver projetos da modalidade no País, visando desconstruir a realidade que ocorre com a maioria das modalidades esportivas: a diferença no reconhecimento das mulheres quando comparada aos homens praticando o mesmo esporte.

Inserida no mundo do surfe desde os 5 anos de idade, Marina afirma que a criação de eventos voltados ao público feminino no Brasil é o ponto principal para melhorar o cenário. "Eu vejo a categoria feminina em uma crescente muito grande. Temos muitos talentos. A melhor maneira de estar incentivando é criando mais eventos no cenário nacional. Apresentar eventos no Brasil ajuda a dar ritmo de competição, evolução para chegar na elite a nível de alta performance e representar nossa bandeira", conta em entrevista ao Estado.

Foi com essa ideia que a brasileira trouxe o primeiro campeonato exclusivamente feminino da WSL para Santa Catarina neste mês, valendo 1.500 pontos para o WSL Qualifying Series e 1.000 para o ranking regional da WSL South America, que define a campeã sul-americana da temporada. 

"O São Chico Festival é evento histórico. Recebemos os maiores surfistas do Brasil e do mundo aqui na Prainha. Fomos abraçado pelo município de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina", conta Marina. "A ideia é conseguir classificar cada vez mais brasileiras para o Circuito Mundial da WSL. Ajudar as meninas a disputar títulos mundiais e também chegar nas olimpíadas", completa.

O projeto, que surgiu em 2016, também conta com uma "Vila Ecológica". A ideia é exibir um novo formato de competição para Liga Mundial de Surfe. "Usamos o surfe a nível internacional para levar essa mensagem do meio ambiente. A gente usufrui tanto da natureza que eu vejo como nosso grande papel preservá-la. Cerca de 10 ONGS ajudaram em um mutirão de limpeza, reflorestamento, lixeiras de coleta seletiva na praia e verificação das áreas de preservação. A ideia é deixar um legado para a praia com o evento e criar um novo formato de eventos junto com a WSL", explica Marina.

No São Chico Eco Festival, a peruana Melanie Giunta ganhou a final do QS 1500 contra a brasileira Monik Santos e garantiu a sua primeira vitória no Circuito Mundial. Já a argentina Catalina Mercere bateu Daniela Rosas e acabou conquistando o bicampeonato sul-americano para a também peruana Sol Aguirre. Sol e Daniela ficaram com as vagas para o Mundial Pro Junior da World Surf League, que será realizado em dezembro, em Taiwan, na China.

Para 2019, a perspectiva da embaixadora Marina Werneck é desenvolver pelo menos mais três novos campeonatos ao longo do ano e aumentar o status dos pontos para receber surfistas do mundo inteiro em solo brasileiro.

 

 

 

Notícias relacionadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.