Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Emerson balança com a proposta dos árabes

Clube do Catar oferece supersalário ao atacante, que espera definir amanhã a sua saída ou não do Parque São Jorge

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2011 | 00h00

Emerson vai aguardar até amanhã para definir seu futuro. Com proposta do futebol do Catar, onde já atuou, o atacante ainda pode deixar o Corinthians.

A chance de uma transferência, embora remota, existe, garante o empresário do atleta, Reinaldo Pitta.

"Não posso dizer nem que sim nem que não. Até sexta-feira (amanhã), teremos uma definição. Se não houver uma definição até lá, o Emerson não sai."

A diretoria corintiana, porém, nega que tenha recebido proposta oficial do Al-Sadd, clube que tentou contratar o meia Valdivia, do Palmeiras.

Roberto de Andrade, diretor de futebol, disse ontem que tomou conhecimento de um interesse em Emerson por meio do empresário do atleta e garantiu que o Corinthians não tem interesse nenhum em negociá-lo.

Emerson voltou a falar ontem da possibilidade de deixar o time paulista, embora diga que está muito feliz no clube.

"Se os caras fizerem outra proposta absurda, há de convir que não dá para recusar. O dono da federação, também dono do clube, quer me contratar, me quer. É capaz até de recomeçar o campeonato para me contratar."

Pitta revela que o interesse do clube do Catar no atacante começou há dois meses. Segundo ele, a primeira proposta foi de empréstimo por nove meses, com possibilidade de renovação por mais uma temporada.

Emerson, que está com 33 anos, tem contrato até dezembro de 2013. Para tirar o jogador do Corinthians o Al-Sadd deveria pagar uma quantia pelo empréstimo ou ainda bancar a multa contratual do atleta.

Proposta absurda. O Al-Sadd teria oferecido um supersalário de R$ 1,8 milhão. No Corinthians, ele ganha cerca de R$ 300 mil, mais um acréscimo referente às luvas - bônus de quando ele foi contratado, em maio.

O atacante afirmou que está muito feliz no Corinthians e que não gostaria de sair neste momento, porque só agora está adaptado.

"No passado, já pensei muito na minha família e nas crianças que ajudo (ele tem um projeto assistencial no Rio), agora vou pensar na minha felicidade. Sei que o valor é alto, mas não quero sair, quero ficar."

Após um começo complicado - ficou um bom tempo na reserva -, Emerson virou titular do ataque e está escalado por Tite para enfrentar o Santos, domingo, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro.

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