Emerson chega e fala de condenação e indisciplina

Na apresentação ao Corinthians, atacante é bombardeado com perguntas sobre seus problemas na carreira

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2011 | 00h00

O atacante Emerson imaginava que, trocando o Rio por São Paulo, fugiria das polêmicas e das confusões. Se enganou logo em sua apresentação ao Corinthians, na qual chegou sorridente, mas atrasado, e que, depois de quase 30 minutos, saiu mostrando irritação e resmungando.

No dia do famoso "estou muito feliz", "vou honrar essa camisa" e coisas do tipo, Emerson teve de explicar seus recentes rolos na carreira, que não são poucos.

Teve explicação para tudo. Algumas convincentes, outras nem tanto. Falou, sem detalhes, de adulteração de idade, da música do Flamengo no ônibus do Fluminense, de porta quebrada na concentração...

O relógio marcava 11h39 quanto o jogador entrou na lotada sala de imprensa - a apresentação seria às 11h. Vestiu a camisa e, esbanjando felicidade, exibiu o símbolo. Mas não o beijou.

Sentou-se, olhou de canto a canto já prevendo o que viria pela frente, respirou fundo e sofreu logo na primeira pergunta, sobre o assunto gato. "Nossa, já essa pergunta? Estou feliz também de estar aqui vestindo a camisa", disfarçou. "Aconteceu há muito tempo e já foi feito para voltar ao normal, está resolvido há muito tempo, faz parte do passado."

O Diário de S. Paulo teve acesso ao processo no qual o jogador foi condenado por falsificar a documentação para entrar na base do São Paulo e, cinco anos atrás, acabou condenado. A pena, de 3 anos e nove meses de prisão por falsidade ideológica, foi convertida em serviços comunitários no Rio.

"Tive o problema, mas depois tudo foi desfeito, aí sim ficou com nome e idade verdadeira. Tudo está resolvido." As polêmicas seguiram. Qual a lição que traz do bonde? "O bonde (alusão ao Flamengo) eu não cantei. Foi uma música popular que tinha o trecho. Não tinha nada de especial. A coisa não devia ser tão grande."

Esse acabou sendo o motivo da rescisão no Fluminense. Ele diz que pagou sozinho, mas que muita gente cantou. Pelo afastamento, bateu boca com o presidente Peter Siemsen. E detonou ex-companheiros. "Fiquei magoado com o caso, mas não me arrependo, pois falei a verdade."

Alívio? Que nada. Emerson ainda teve de se explicar sobre possível destruição de quarto de hotel. "Poxa, você está de perseguição comigo", reclamou para o repórter. "Ninguém quebrou o quarto, foi uma porta arranhada. E foi pago por nós, por 12 jogadores." Emerson, que busca seu terceiro Nacional seguido, pede de duas a três semanas para estrear.

PREVISÃO

2 a 3

semanas. É o tempo que o atacante Emerson afirma precisar para entrar em forma e poder fazer sua estreia pelo time do Corinthians no Campeonato Brasileiro

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