Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Emerson, Danilo, Senna e lojas: armas do marketing no Japão

Corinthians vai explorar imagem de jogadores que já brilharam no País e do piloto tricampeão do mundo

Raphael Ramos, Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2012 | 02h04

SÃO PAULO - Explorar a imagem de Emerson Sheik e Danilo, ligar o clube a Ayrton Senna e montar lojas itinerantes no Japão. É baseado nesse tripé que o Corinthians armou o seu plano de marketing para o Mundial de Clubes.

A estratégia é fazer ações que possam atrair o apoio do torcedor japonês durante o torneio já que, historicamente, os clubes europeus levam vantagem nesse quesito por terem maior influência no mercado asiático.

Emerson Sheik e Danilo serão os garotos-propaganda do Alvinegro por já terem atuado no Japão. O atacante jogou por cinco anos no país, de 2000 a 2005, e o meia por três temporadas, de 2007 até o fim de 2009.

Com passagens por Consadole Sapporo, Kawasaki Frontale e Urawa Red Diamonds, Emerson conquistou três títulos no Japão. Danilo também teve trajetória vitoriosa no país com cinco taças, com destaque para o tricampeonato japonês em 2007, 2008 e 2009 pelo Kashima Antlers.

A ideia do Corinthians é usar a imagem dos dois em placas, faixas e banners e, possivelmente, contar com a presença de ambos em eventos que o clube pretende organizar durante a sua estadia no Japão. "Ainda estamos estudando a melhor forma que faremos essas ações porque não podemos perder o foco de que os atletas estarão lá para jogar. A concentração tem de estar totalmente voltada para as partidas, mas certamente contaremos com eles em nossas ações", disse o diretor de marketing do clube, Ivan Marques.

O clube também acerta com o Instituto Ayrton Senna o uso da imagem do tricampeão do mundo de Fórmula 1 no seu material de divulgação. Morto em 1994, Senna tem até hoje muitos fãs no Japão - foi em Suzuka, usando motores Honda, que ele conquistou seus três títulos. "A figura do Senna no Japão é mitológica. Não queremos lucrar com ele, mas mostrar que o Senna era um corintiano apaixonado", explicou Marques.

As receitas provenientes do marketing deverão vir basicamente com a criação de loja temporárias em Nagoya (onde o clube ficará por uma semana até a estreia no Mundial no dia 12 de dezembro), Yokohama (palco da decisão no dia 16) e, possivelmente, Tóquio (capital e onde a maioria dos torcedores vai ficar hospedada). A lojas deverão ser montadas em conjunto com a Nike, fornecedora de material esportivo do clube.

Além do Oriente. Também de olho na internacionalização da marca Corinthians, a diretoria estuda com a Nike a comercialização de camisas do clube nas lojas da empresa na Inglaterra. "Nossa intenção é ganhar a simpatia de torcedores rivais do Chelsea", avisa o vice-presidente Luis Paulo Rosenberg.

O plano já era para estar em execução, mas atrasou porque somente na terça-feira é que foi anunciado o patrocinador que o clube vai estampar no Mundial.

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