Emerson Sheik salva Corinthians

Atacante volta ao time após dois jogos de ausência e faz o gol de empate, aos 44 minutos do segundo tempo, diante da Ponte Preta no Pacaembu

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2012 | 03h05

Ficou claro que o Corinthians, campeão da Libertadores, precisa de uma situação que lhe motive no Campeonato Brasileiro. Ou enfrenta um rival de peso, ou, como ontem, precisa correr atrás do placar.

As coisas só funcionaram com uma mudança de postura do Corinthians no final do segundo tempo, quando já estava atrás. O empate só veio no fim - Tite já tinha colocado um meia no lugar de um lateral, e um atacante na vaga de um volante.

O gol salvador, aos 44 do segundo tempo, foi marcado por Emerson Sheik, num lance de sorte, que começou num chutão para frente que Paulo André desviou de cabeça até a bola cair para Sheik, que chutou na saída do goleiro: 1 a 1.

Um lance em especial traduziu o desempenho do Corinthians contra a Ponte. Emerson passou mal, Douglas não chegou na bola a tempo e deu um bico em direção às numeradas.

Erros como esse aconteciam porque o time estava amarrado pela Ponte. Os três zagueiros de Gilson Kleina travaram todas as jogada pelo meio.

Não raro, Douglas, Danilo, Emerson e Romarinho (os quatro jogadores mais ofensivos do Corinthians) jogavam de costas para o gol devido à forte marcação individual. E ainda havia um outro jogador da Ponte na sobra.

E pelos lados também estava difícil - a Ponte se fechava bem. Fábio Santos, na verdade, nem sequer subia ao ataque porque já conseguia dar conta de marcar o rápido Nikão - por ali, no lado esquerdo da defesa corintiana, a Ponte quase abriu o placar.

Tite tentou desatar todo esse nó com a entrada de Jorge Henrique no lugar de Douglas, aos 13 minutos do segundo tempo, e depois com Giovanni na vaga de Alessandro. Ele queria a jogada pelos lados em velocidade

Além de a mudança não ter surtido o feito esperado, o Corinthians caiu numa outra arapuca da Ponte: jogada ensaiada de bola parada e Tiago Alves marca de cabeça: 1 a 0.

O Corinthians cresceu com Giovanni e Jorge Henrique, e empate foi justo, mesmo sem se impor.

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