Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Emerson Sheik toma lugar de Pato e, de quebra, renova o contrato

Atacante, que era pretendido por Flamengo e Vasco, assinou ontem por mais dois anos

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2013 | 02h09

SÃO PAULO - Um completa 35 anos em setembro e o outro tem 24. E o Corinthians decidiu apostar no seu jogador mais experiente: Emerson Sheik, que esteve com um pé fora do clube, mas não apenas voltará ao time, no lugar de Pato, como renovou seu contrato até julho de 2015.

O que mais chama a atenção é que o clube, da comissão técnica à diretoria, poderia ter aberto mão de Emerson e colocado todas as suas fichas em Pato. Afinal, o carioca estava em fim de contrato e Pato chegou badalado, ao custo de R$ 40 milhões.

Sheik tinha propostas de Flamengo e Vasco para voltar ao Rio de Janeiro e colocar um ponto final à sua história no Corinthians - seu vínculo terminaria em dezembro. Aberta às negociações, o veterano atacante queria um vínculo maior, até o fim de 2015, e o Corinthians oferecia apenas até dezembro de 2014. As duas partes cederam e, por isso, ele renovou ontem até julho de 2015.

O martelo foi batido no fim da tarde, após o último treino antes da final. Tite se esquivou de responder sobre a renovação de Sheik durante a entrevista coletiva porque naquele momento o atacante e a diretoria estavam reunidos no CT. No início da noite, surgiu a confirmação oficial do clube.

O técnico disse que escalou Sheik levando em conta o desempenho do atacante antes de se machucar, justamente na primeira partida contra o São Paulo. E o péssimo jogo que Pato fez contra o Atlético-MG, no Pacaembu, acabou com as últimas dúvidas de Tite.

Ele vai colocar Emerson pelo lado esquerdo, como Pato vinha jogando, e manter Romarinho pela direita. Danilo, que deverá ser o capitão do Corinthians hoje, substituirá Ibson no setor de criação. Edenílson levou a melhor na disputa com Alessandro e será o titular na lateral direita.

Tite insistiu ontem nos treinos de finalização, que tem sido o maior pecado da equipe, e orientou o posicionamento da defesa, em especial de Gil e Paulo André.

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