Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Emoção no palco da primeira glória

Pelé, Zito, Mazzola e Pepe se encontram com oito jogadores da Suécia no estádio da Copa de 1958 e relembram da final

MATEUS SILVA ALVES , ENVIADO ESPECIAL/ ESTOCOLMO, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h02

Quatro campeões do mundo em 1958 viveram ontem uma grande emoção. Pelé, Zito, Mazzola e Pepe fizeram uma visita ao Estádio Rasunda, onde a seleção conquistou o primeiro de seus cinco títulos mundiais, e se encontraram lá com oito integrantes da equipe sueca vice-campeã do mundo, os únicos daquela equipe que ainda estão vivos - entre eles Simonsson, autor do segundo gol deles na derrota por 5 a 2. Ele tem 77 anos e está preso a uma cadeira de rodas por causa de um derrame sofrido há três anos.

A visita foi um dos eventos organizados pela Federação Sueca de Futebol para marcar a despedida do Rasunda, que será demolido ano que vem. Um outro estádio (que vai se chamar Friends Arena), a cerca de um quilômetro de distância, está em fase final de construção.

"Fiquei feliz pela oportunidade de voltar aqui. O Brasil começou aqui, até então ninguém conhecia o Brasil. Até a inscrição na bandeira estava errada", disse Pelé. "Estou emocionado, o estádio é maravilhoso, continua lindo. Foi uma ideia linda nos trazerem aqui para celebrar essa coisa maravilhosa que foi o primeiro título do Brasil", comentou Zito.

Os oito suecos entraram em campo primeiro. E, em tom de brincadeira, vaiaram quando os brasileiros foram chamados. Os campeões do mundo entraram com uma bandeira da Suécia, e depois todos se abraçaram e posaram para fotos. Após a visita, foram conhecer o novo estádio.

Político. Durante a visita, Pelé falou sobre a derrota da seleção na final olímpica diante do México. Ele procurou ser político como quase sempre e não quis fazer críticas duras aos jogadores nem a Mano Menezes. Na visão do Rei, o Brasil ainda não tem um padrão de jogo bem claro.

"A gente precisa ter um tipo de jogo. Você veja que a equipe do México, que tinha mais tempo de jogo, veio bem armada, jogando bem na defesa, e surpreendeu a gente."

Pelé, embaixador da Copa do Mundo de 2014, nomeado pelo governo, acredita que não convém ser pessimista com o futuro do time. "A nossa seleção é boa, mas muito jovem. Ainda temos tempo para armar a equipe, todos os jogadores são bons, de categoria."

Mazzola destoou da opinião do Rei, e criticou o time. "Acho que a seleção precisa de uma injeção de caráter. Tem de ter jogador com talento e sangue. O Pelé jogava muito e corria muito também. Com esse time não ganharíamos a Copa." / M.S.A.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.