JF Diorio/AE
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Emocionado, Valdivia dedica gol à família. 'Estou muito feliz'

Ainda sob o efeito psicológico do sequestro, Valdivia sai de campo muito emocionado com passagem à final

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2012 | 03h05

SÃO PAULO - As duas principais atrações da partida entre Palmeiras e Grêmio deixaram o campo cercados pela imprensa, mas com discursos diferentes, na noite desta quinta-feira, 22. Enquanto Valdivia, emocionado, saiu chorando do gramado, Kleber, que foi vaiado pela torcida palmeirense, reclamava da arbitragem.

"Estou emocionado. Depois de tudo que aconteceu (enfrentou um sequestro relâmpago com a mulher, Daniela), essa é uma prova de quem alguém lá em cima gosta muito de mim. Só quero agradecer aos meus companheiros pela confiança", dizia Valdivia.

Kleber, por sua vez, demonstrava revolta com a eliminação. "O juiz fez como no jogo do Corinthians ontem (quarta-feira), parando o jogo a toda hora, marcando faltas. Mas essa eliminação não muda nada no projeto do Grêmio, porque é um projeto para o ano todo", afirmava.

Quando Valdivia armou a jogada e chutou certeiro no canto direito de Vítor, ele não teve dúvida do que fazer em seguida: tirou a camisa, correu em direção a Luiz Felipe Scolari e deu um pulo em cima do treinador que quase o derrubou ao chão. Era o gol para frear o ímpeto gremista e selar a classificação do Palmeiras à final da Copa do Brasil.

Valdivia mudou o panorama do jogo. Entrou aos 14 minutos e logo de cara arrumou confusão com os defensores do Grêmio. E aos 27 fez toda a jogada que deu o empate para o Palmeiras - o rival havia saído na frente aos 21 e estava empolgado na partida.

A participação de Valdivia ontem era uma incógnita. Ele não atuava havia três partidas e, além do sequestro relâmpago, sofria com dores no joelho direito. Recuperado, ficou no banco, com Daniel Carvalho de titular.

O gol do bigodudo Valdivia não foi sua única boa participação no jogo e ele ainda mandou uma bola na trave em cobrança de falta. E, ao final da partida, o chileno arrancou a camisa novamente e, a sacudindo, levantou a torcida alviverde.

"Cara, tô muito feliz'', disse o meia. "Só o fato de ter ido pro banco já fiquei feliz. Depois de tudo que aconteceu, aquele que está lá em cima está ajudando'', falou. "Obrigado a todos os companheiros pela confiança. E agora vou embora rápido daqui senão vou chorar (já chorando). Estou muito emocionado, esse gol é para minha família.''

Ao final da partida, o atacante Barcos abraçou o goleiro Bruno colocando um ponto final na discussão entre ambos no jogo de domingo, diante do Vasco, quando Bruno sofreu gol de falta de Juninho. "Ele é meu amigo, não temos problemas."

SOFRIMENTO DA TORCIDA

A forte chuva durante todo o dia de ontem não impediu o palmeirense de ir a Barueri, mas atrapalhou muitos deles, que só conseguiram chegar no segundo tempo. Por causa do trânsito caótico na saída de São Paulo e, principalmente, na chegada ao estádio, centenas de torcedores ainda estavam no meio do caminho enquanto o jogo transcorria. Os mais de 26 mil palmeirenses que foram ao estádio empurraram o time desde o início e não pouparam ofensas ao atacante Kleber.

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