Empate bom para o Palmeiras

Líder mantém vantagem de quatro pontos sobre o São Paulo, um de seus principais concorrentes ao título

Daniel Akstein Batista e Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

31 de agosto de 2009 | 00h00

O bom futebol tirou folga na tarde de domingo mais ensolarada do inverno paulistano. São Paulo e Palmeiras fizeram um clássico morno, aquém das expectativas para dois times que brigam pelo título brasileiro. A marcação venceu a técnica e o resultado mais justo foi mesmo o 0 a 0 que o placar do Morumbi marcou ao fim de pouco mais de 90 minutos de um jogo com muitas divididas e raras jogadas trabalhadas. Melhor para os palmeirenses, que seguem na liderança (41 pontos) e mantêm os quatro pontos de vantagem sobre a equipe do técnico Ricardo Gomes, agora em quarto lugar. "Foi um jogo razoável", definiu Rogério Ceni, destaque ao lado do também goleiro Marcos. "Poderia ser melhor, precisávamos tomar a iniciativa, porque a vitória era mais importante para nós", lembrou o são-paulino.Os dois times jogaram completos no Morumbi. O São Paulo ainda contou com a maioria dos mais de 41 mil torcedores que escolheram o futebol como forma de lazer ontem. Talvez tenham se arrependido. Richarlyson e Cleiton Xavier, ambos com problema no tornozelo, entraram em campo, mesmo sem plenas condições de jogo. Como Ricardo Gomes previa durante a semana, não houve surpresas no clássico. "É claro que eles não iam mostrar todas as cartas antes, mas estávamos esperando", disse o treinador, que pela primeira vez deixou o agasalho do time de lado e vestiu-se com elegante camisa e calça social à beira do campo.Antes de a bola rolar, os jogadores são-paulinos fizeram fila no banco de reservas adversário para cumprimentar Muricy Ramalho. "É normal, tenho muita amizade por todo mundo", declarou o técnico palmeirense, aplaudido pela torcida. Das arquibancadas, ecoava o grito "É Muricy", que a torcida tricolor se habitou a utilizar nos últimos três anos e meio. Agora, não passou de uma homenagem sincera ao homem que conduziu a equipe a três títulos brasileiros.Quando Heber Roberto Lopes deu o apito inicial, o clima de parceria mudou. O que se viu foi um jogo nervoso, com erros de parte a parte. A torcida visitante teve mais motivos para gritar no início. Aos cinco minutos, chegou a comemorar o gol. Renato Silva caiu e deixou Diego Souza entrar livre na área pela esquerda e cruzar. Obina finalizou e a bola repousou nas redes, mas pelo lado de fora.Os lesionados que foram para o sacrifício mostraram a que vieram. A contusão de Richarlyson, no rachão da véspera, não passou mesmo de susto. O volante, como de costume, voou por todos os cantos do campo. Já a semana longe dos treinamentos parece que pesou para Cleiton Xavier. "Faltou ritmo, porque fiquei muito tempo sem treinar", reconheceu o palmeirense. Quando um jogador alviverde pediu substituição logo a 20 minutos de partida, todos no campo olharam para o meia. Tratava-se, porém, do zagueiro Mauricio Ramos, que havia sentido fisgada na virilha e saiu para a entrada de Marcão. O camisa 10 seguiu com seu trote lento, carente da velocidade habitual, até os 20 da segunda etapa. Nada fez de maior importância.O Palmeiras mostrou falta de qualidade na armação. Tanto que as melhores chances do tempo inicial foram dos donos da casa, com Washington, que chutou duas vezes com perigo. Hernanes, com um entorse no joelho, não voltou para a segunda etapa. Arouca entrou no seu lugar. Muricy também alterou o time ao tirar Ortigoza e colocar Souza para melhorar a articulação no meio-campo. Diego Souza ficou mais solto no ataque com o intuito de levar mais perigo à meta de Rogério Ceni, que fez algumas boas defesas, assim como Marcos. As mudanças, contudo, não melhoraram o nível do jogo. Muito perde-ganha, bate-rebate e nada de gol. Até Rogério, que sentiu a virilha direita, estava errando reposições de bola. No fim, deu-se bem mesmo o torcedor que ficou em casa.

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