Empate no 1º round do Superclássico

Desta vez o duelo era pelo Espanhol e serviu para deixar o Barça mais perto do título. Na quarta-feira, será pela Copa do Rey

Sérgio Martins, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2011 | 00h00

Real Madrid e Barcelona terminaram empatados por 1 a 1 na primeira partida das quatro que farão em 18 dias, pelo Espanhol (ontem), pela final da Copa do Rey (quarta-feira) e pelas semifinais da Copa dos Campeões (dias 27 de abril e 3 de maio). Com o resultado, o Barça manteve 8 pontos de vantagem sobre o arquirrival (85 a 77), mas não conseguiu avançar mais em direção ao título espanhol da temporada.

O Real sabia que não poderia perder de jeito nenhum o clássico de ontem se quisesse ainda aspirar o título nacional. Por isso, o técnico merengue José Mourinho optou por escalar um meio de campo mais defensivo, com o zagueiro Pepe atuando como volante no lugar do talentoso alemão Özil.

Os números acumulados ao longo do campeonato até davam alguma razão ao treinador português para fazer tal mudança: nas quatro partidas em que o meia germânico não iniciou jogando, o Real não sofreu gols.

Essa alteração deixou a marcação mais forte, mas tirou um pouco da velocidade do ataque do Real Madrid, justamente o ponto forte do seu setor ofensivo, que vinha deixando o técnico catalão Pep Guardiola apreensivo. "Sem dúvida, o Real está bem melhor do que no primeiro turno, quando goleamos por 5 a 0. O time está muito mais rápido nos contra-ataques e chuta muito mais a gol do que nós", reconhecia Guardiola.

Por causa dessa temida velocidade do ataque adversário, o treinador catalão se decidiu pela volta do zagueiro Carles Puyol, que estava sem jogar desde janeiro e cuja escalação parecia descartada não só para o jogo de ontem como também para a decisão da Copa do Rey.

Essas mudanças nos dois times acabaram provocando um primeiro tempo sem grandes lances de perigo, para decepção dos milhões de pessoas ao redor do mundo que deram um tempo em suas vidas para acompanhar o jogo pela telinha.

Na segunda etapa, porém, tudo mudou. E por causa de apenas um lance, ocorrido logo aos 4 minutos. Cristiano Ronaldo cobrou uma falta e a bomba explodiu contra a trave direita do goleiro catalão Victor Valdés.

A partir daí, os 22 jogadores parecem ter finalmente acordado do torpor e saíram para o jogo.E 2 minutos depois de levar a bola na trave, o Barcelona deu o troco bem ao seu estilo: David Villa invadiu a área em velocidade na direção do gol de Casillas e foi derrubado com uma gravata pelo zagueiro Albiol. Pênalti e expulsão do defensor. Messi bateu e colocou o Barça na frente: 1 a 0.

Mexidas rápidas nos dois times. No Real, entra Özil no lugar de Benzema. No Barcelona, sai Puyol e entra Keita. Ou seja, tudo como era para ter sido desde o início. A partida ganhou em movimentação, Mesmo assim a equipe catalã não conseguiu se impor. Xavi até acertou o travessão de Casillas aos 16.

O relógio avançava e o Real não conseguia ameaçar. Até que, aos 37 minutos, o árbitro marcou pênalti duvidoso de Daniel Alves no lateral brasileiro Marcelo. Cristiano Ronaldo cobrou e deixou tudo igual: 1 a 1.

A partida cresceu na emoção, agora sim, com os dois times procurando a vitória. Que acabou não vindo para ninguém. E com justiça. Mas ainda tem muita emoção pela frente nos próximos dias.

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