Empate seria mais justo, diz Dorival

Técnico santista diz que rival empurrou o Santos para a defesa no segundo tempo. Vitória, [br]admite, surgiu na sorte

Amanda Romanelli e Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2010 | 00h00

O técnico Dorival Júnior, acostumado aos muitos elogios a seu time de meninos, viu-se pressionado ontem. Todos o questionavam sobre a dificuldade que o Santos sentiu para se impor diante do adversário, que desde os 33 minutos do primeiro tempo jogava com um a menos. O treinador não fugiu das cobranças: disse que seu time sofreu um certo desequilíbrio emocional e que o resultado ideal seria o empate.

"Sem dúvida, seria o mais justo. Não tenho dúvidas disso. Mas, talvez, por tudo o que fizemos ao longo do campeonato - que foi muito positivo -, merecemos ter um pouco de sorte", analisou, referindo-se ao gol de Durval marcado aos 45 minutos da etapa final.

Dorival admitiu que o São Paulo inverteu a lógica. Ou seja, ele esperava que o rival, perdendo por 2 a 0 e com apenas 10 jogadores em campo, não tivesse força suficiente para reagir no duelo. "Mas a única explicação plausível foi a bela apresentação do São Paulo. Eles foram muito valentes, tiveram volúpia e, em nenhum momento, pareciam ter um jogador a menos. Às vezes, pareciam ter um a mais", elogiou. "Eles inverteram o processo da partida e até chegaram a merecer o terceiro gol."

Da mesma maneira, o técnico afirmou que o duelo de ontem foi o primeiro em que o Santos foi envolvido pelo adversário. Por isso, garantiu que seu time não entrou em campo, no segundo tempo, para jogar recuado. "Não jogamos atrás, o São Paulo é foi para cima. Com a boa atuação dos três do meio (Hernanes, Jorge Wagner e Cicinho) e do Dagoberto, nos vimos acuados."

Diante da atuação são-paulina, o técnico preferiu não comemorar a vantagem do jogo de volta - que já era de um empate e, agora, foi ampliada para uma derrota por um gol de diferença. "Essa história de vantagem é relativa. Vimos o poder de reação do São Paulo. Além disso, em um clássico, a sorte está lançada."

Dois pesos, duas medidas. Tal como Ricardo Gomes, Dorival Júnior também não aprovou o método de distribuição de cartões do juiz Marcelo Rogério. Para o técnico santista, o critério não foi o mesmo para as punições. Por isso, concordou com os protestos que seus jogadores faziam a cada cartão amarelo.

"Eu entendo a reclamação deles. Houve falta de critério e isso complica. Em jogadas semelhantes, a punição não foi a mesma", afirmou. "O Miranda fez umas seis faltas seguidas e nós levamos quatro cartões em 15 minutos." Por sorte, o Santos não tem jogadores suspensos para a próxima partida, na Vila Belmiro - e Dorival preferiu encerrar a reclamação aí. "Fora isso, ele fez uma bela arbitragem."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.