Empresas batem cabeça e Beira-Rio continua ameaçado

A obra do estádio Beira-Rio, palco de Porto Alegre na Copa do Mundo, segue no centro de um imbróglio. Ontem, o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) voltou a considerar as garantias oferecidas pela construtora Andrade Gutierrez insuficientes para a concessão do financiamento para a reforma. O impasse aumenta a perspectiva de o estádio do Internacional não ficar pronto a tempo. A obra está parada há oito meses.

ÉLDER OGLIARI / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2012 | 03h09

O presidente do Banrisul, Túlio Zamin, disse que a empresa está avisada desde 23 de dezembro que o banco rejeita o modelo proposto e, mesmo assim, não fez alterações importantes no pedido. Segundo o executivo, o banco não pode aceitar garantias de apenas 20% do valor a ser financiado, superior a R$ 200 milhões, e nem vincular o empréstimo à taxa de sucesso do investimento.

Zamin sustentou que nas condições apresentadas até agora não há como o Banrisul negociar. E chegou a sugerir que a empresa busque outros repassadores de recursos ou tente contratar a operação com o próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dando a entender que outros agentes do mercado dificilmente aceitarão proposta semelhante. Também revelou que a Andrade Gutierrez ainda não apresentou seus parceiros na sociedade de propósito específico a ser criada para reformar o Beira-Rio.

O presidente do Internacional, Giovanni Luigi, lembrou que a construtora procurou o clube um ano e meio atrás, se propôs a bancar a reforma e agora deve oferecer as garantias para obter o financiamento. "Ela (a construtora) tem porte para assumir sozinha ou com outros parceiros. Esperamos que assuma essa responsabilidade", ressaltou ao sair de uma reunião com o vice-governador Beto Grill (PSB), na qual foi informado do insucesso do encontro. A empresa não comentou o assunto até o fechamento desta edição.

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