Empresas mantêm o time de Osasco

Quatro grupos da cidade garantirão investimento mensal de R$ 500 mil

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

25 de abril de 2009 | 00h00

Com a ajuda de quatro empresas locais, a Prefeitura de Osasco conseguiu salvar a equipe de vôlei feminino da cidade. O antigo Finasa, cuja extinção foi anunciada na noite de segunda-feira, será substituído por um time que, por enquanto, levará apenas o nome do município. Embora o apoio dos investidores tenha sido anunciado ontem, as empresas que ajudarão a manter a equipe ainda não foram reveladas. "O importante é que o time continuará, e com o mesmo nível de investimento (um aporte mensal de R$ 500 mil)", garantiu o prefeito Emidio de Souza (PT).O mistério em torno das empresas é mantido porque não houve tempo hábil para o planejamento do novo time, explica o prefeito, principalmente na distribuição de cotas de patrocínio. Souza também garante que o papel do poder municipal no processo é de apenas auxiliar no período de transição. "Não vamos assumir o time, nem temos como fazer isso. Nossa função é atuar na contrapartida, cedendo o ginásio, por exemplo."O novo-velho Osasco continuará, assim, a mandar suas partidas no Ginásio José Liberatti, onde atuou nos últimos 13 anos - antes como BCN, depois como Finasa. A divulgação do acordo ocorreu na manhã de ontem, no mesmo lugar, e já com sabor de vitória. A equipe continuará sob o comando de Luizomar de Moura, técnico que comandou o Finasa nos últimos quatro anos. Ele acumulará, por ora, os cargos de treinador e de manager, a exemplo do que fez, por quatro anos, no time bancado pela Prefeitura de Campos, no Rio. A levantadora Carol Albuquerque, uma das quatro campeãs olímpicas do time - que contava também com a meio-de-rede Thaísa e as atacantes Paula Pequeno e Sassá - , já confirmou que ficará na cidade. "Tivemos de passar muito rápido do desapontamento para a ação. Se demorássemos, o time se desintegraria. Houve assédio de outros municípios e convites para as jogadoras irem para outros países", admitiu o prefeito.O Botafogo, por exemplo, mostrou-se interessado em absorver a estrutura de Osasco. Posteriormente, falou-se que o Sesi e a cidade de Barueri poderiam receber a equipe. Na quinta-feira, Emidio de Souza se reuniu com a presidência do Bradesco, controladora do Finasa, para tentar reverter o fim do apoio ao time profissional - o banco continuará investindo nas categorias de base, como faz no basquete. Mas não obteve sucesso. Passou, então, a procurar empresas locais. "Desde que fizemos o anúncio do retorno do time, outros interessados apareceram, muita gente se sensibilizou", contou. "Algumas universidades, também empresas multinacionais. Estamos abertos a novos apoios." O Bradesco, ressalta o prefeito, também está ajudando no processo de transição. Quem também ficou feliz foi a torcida da cidade. Mesmo órfãos do time de vôlei por apenas quatro dias, os fãs do Finasa se mobilizaram e já organizavam para amanhã, às 10 horas, um protesto pelo fim das atividades da equipe, em frente ao ginásio municipal. Agora, a manifestação mudou de tom - será de festa. Luizomar mensurou o apoio da torcida. "Assim como Franca é reconhecida como a cidade do basquete, Osasco é a do vôlei."

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