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Enfermeira revela em investigação que Maradona caiu e bateu a cabeça uma semana antes de morrer

Advogado de Dahiana Gisela Madrid diz que Leopoldo Luque, médico pessoal do craque, foi informado sobre a queda, mas não pediu novos exames

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2020 | 09h05

Cerca de uma semana antes de morrer, Maradona caiu e bateu o lado direito da cabeça. Isso foi o que revelou Dahiana Gisela Madrid, enfermeira que estava na casa do ídolo argentino no dia de sua morte. A informação, segundo o canal de TV C5N, consta no depoimento colhido pela Justiça argentina, que investiga se houve negligência ou homicídio culposo no caso. Maradona morreu na última quarta-feira, dia 25, após sofrer parada cardiorrespiratória em sua casa. 

De acordo com Rodolfo Baqué, advogado da enfermeira, o médico pessoal do jogador, Leopoldo Luque, foi alertado sobre a queda, mas não recomendou que novos exames fossem feitos no jogador. "Ela relatou a ele que Maradona havia caído e batido a cabeça, mesmo assim, ele não recomendou que Maradona fosse levado para fazer uma ressonância ou uma tomografia".

No domingo, o médico foi questionado sobre o acidente e, ao contrário do que disse o advogado da enfermeira, Luque afirmou que não sabia o que havia acontecido. "Se houve algo, a autópsia vai revelar", contou o neurologista, em entrevista coletiva.

O esclarecimento desse detalhe é essencial para que as investigações descartem ou confirmem se houve negligência. Cerca de uma semana antes de cair, Maradona havia saído de uma clínica médica, onde se recuperava de uma cirurgia na cabeça. O procedimento foi realizado do lado esquerdo e o choque provocado pela queda teria acontecido do lado direito. 

Os familiares de Maradona afirmam que houve negligência por parte de Luque, mas não em decorrência do médico não ter levado o argentino para realizar novos exames após a suposta queda. As filhas de Maradona, Dalma e Gianinna, dizem que não era o momento de seu pai ter saído da clínica médica, já que a própria equipe do hospital recomendava que o camisa da 10 da seleção argentina se recuperasse por mais alguns dias no local. 

Apesar da sugestão, Luque liberou Maradona. O médico pessoal do jogador afirmou que ele seria levado para uma casa onde teria condições de ser monitorado. Uma policial que esteve no local, contudo, afirma que a residência não tinha sequer um desfibrilador. Luque deu depoimento na segunda-feira, mas não deu detalhes sobre a sessão. Antes, em entrevista para a imprensa argentina, o neurologista garantiu que não teve culpa na morte do ídolo e ressaltou que havia feito tudo o que pôde pelo jogador.

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