Maxi Failla/AFP
Maxi Failla/AFP

Enfim, o Brasil chega ao seu Dia D

Se vencer a República Dominicana, seleção quebra tabu de ficar ausente dos Jogos desde 1996

, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2011 | 00h00

MAR DEL PLATA  - O Dia D finalmente chegou. O resultado de todo o trabalho realizado pela seleção brasileira masculina de basquete desde julho será posto à prova hoje, nas semifinais do Torneio Pré-Olímpico de basquete, em Mar del Plata, na Argentina. Se derrotar a República Dominicana no confronto às 19 horas, de Brasília, o time comandado pelo argentino Ruben Magnano vai quebrar um tabu. Desde 1995, em Neuquen, também na Argentina, a seleção não se classifica para disputar uma olimpíada.

Tudo parece estar a favor do Brasil. O time, que treina desde julho para o evento, conseguiu escapar do confronto contra os donos da casa na vitória mais importante para a equipe nos últimos 15 anos. Pega um adversário teoricamente superável, mas responsável pela única derrota no Pré-Olímpico, na primeira fase do torneio.

Magnano não esquece e refuta qualquer ideia de favoritismo brasileiro contra os dominicanos. "É a única equipe que nos venceu e tem um tridente formado por (Al) Horford, (Jack) Martínez e (Francisco) García que nos trouxe muitos problemas", lembra o técnico da seleção.

O ala-pivô Guilherme Giovannoni concorda. "A equipe deles tem muito talento e joga de uma maneira muito física também. Teremos que estar muito concentrados e jogar de uma maneira dura se quisermos ganhar esse jogo", postou em seu blog.

O ala-armador Marcelinho Machado aponta a melhor estratégia. "A primeira coisa que temos a fazer é esquecer o primeiro jogo contra a República Dominicana. Temos de controlar o ataque deles e jogar como temos feito agora", ensinou.

O time dominicano, no entanto, não será o único adversário do Brasil. Há um perigo invisível: a pressão. Para uma geração de atletas mais experientes como Marcelinho e Guilherme, o jogo deste sábado pode marcar a última oportunidade de disputar uma olimpíada. Para outros, como o armador Vitor Benite e o pivô Rafael Hettsheimer, pesa, apesar da pouca experiência de seleção, a responsabilidade de ajudar o Brasil a quebrar um tabu.

VINGANÇA

Enquanto Brasil e República Dominicana lutam por uma das vagas nos Jogos de Londres, a outra estará em disputa entre Argentina e Porto Rico, às 21h15, de Brasília. Isso, no entanto, não quer dizer que os donos da casa já tenham superado a recente derrota para o Brasil.

"Brasil e Argentina foram os dois melhores times da competição e quero minha vingança. Mas antes temos de jogar a partida mais importante de todo o torneio", pondera o astro argentino Manu Ginóbili.

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