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Antero Greco
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Ensaio geral

Meu amigo, não sei se você está na cidade, se ficou preso em congestionamento na descida para o litoral, se voltava de algum desfile de escola de samba, se tinha acordado há pouco. Mas espero que tenha acompanhado de alguma forma os jogos de Corinthians e São Paulo, neste sábado, pelo Estadual. Valeu a pena vê-los em ação, mesmo com mistão, times reservas ou "alternativas" como agora gostam de dizer os mais delicados.

ANTERO GRECO, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2015 | 02h02

Ambos se saíram bem no ensaio geral para o clássico marcado para quarta-feira de Cinzas, no Itaquerão, na primeira rodada da fase de grupos da Libertadores. Mesmo que a maior parte dos titulares de ambos os lados tenha participado só como espectador, ficou impressão bacana. Ou, no mínimo, deu para Tite e Muricy Ramalho tirarem algumas conclusões a respeito das alternativas que possuem, nos respectivos elencos.

O Corinthians teve missão mais árdua no meio da tarde, no Itaquerão - por falhas próprias e não pela força do Botafogo. Tite poupou todo mundo, exceto Fábio Santos e Guerrero, suspensos no torneio sul-americano, e quase viu a equipe liquidar o desafio no primeiro tempo. Com velocidade, troca de passes e posse de bola, criou diversas oportunidades, as melhores em furadas de Mendoza e Petros, além de uma cabeçada de Edu Dracena no travessão.

O nó só se desfez pouco antes do intervalo, e por erro absurdo de Marcelo Alfieri, que viu pênalti, numa disputa entre Denis e Guerrero, e permitiu a Fábio Santos abrir o marcador. O árbitro, na verdade, teve desempenho desastroso, com lambanças variadas. Deu cartão amarelo desnecessário para Fábio Santos numa disputa normal, ignorou o vermelho para Edilson numa jogada desleal, inverteu lateral para o Botafogo, no começo do segundo tempo, e na sequência saiu o gol de empate. Enfim, se embananou todo.

O jogo valeu para Tite analisar o comportamento de algumas opções. Christian foi bem na primeira parte, assim como Mendoza. Edu Dracena ganha ritmo e logo deve entrar. Até Vágner Love pôde estrear, mais para ter contato com a torcida do que para mostrar algo diferente. Ainda assim, participou de uma jogada interessante. É nome para ser guardado mais um pouco.

O São Paulo se desgastou menos na visita ao Bragantino já no final da tarde. Bastou o primeiro tempo para encerrar a questão, com 3 a 0 sem nenhum esforço adicional. E com requinte, nos passes, na troca constante de posição no meio e no ataque. Os dois gols na fase final vieram com naturalidade, como se fosse treino. Boschilia marcou dois, Alan Kardec, Pato e Centurión completaram a farra carnavalesca.

Muricy deve relevar a fragilidade do adversário, o que não desmerece a atuação de Kardec e Pato, na corrida por vaga ao lado de Luis Fabiano. Deixaram impressão bacana Centurión e Dória. Os dois chegaram com perspectiva de cavarem vagas. Questão de tempo e, claro, de oportunidades e regularidade. O restante foi formalidade.

Os resultados no Paulistão não mudariam a situação de São Paulo e Corinthians; só por catástrofe ficam fora das quartas de final. Os jogos valeram para passar confiança aos torcedores. Ok, as escalações serão muito diferentes no meio da semana. O astral (alto) será o mesmo.

Sem alarde. Dias atrás, escrevi que o Santos, na miúda, avança. Não foi diferente no 1 a 0 sobre o São Bernardo, no ABC. Outra vez a rapaziada de Enderson Moreira não gastou a bola, porém teve calma para manter a liderança no Grupo D e a invencibilidade. A mistura de caras manjadas como as de Renato, Elano, Robinho, Ricardo Oliveira com jovens deu caldo. O Santos sobe e se firma como um dos candidatos ao título, o que tem sido rotineiro na última década.

Palestra se ajusta. O Palmeiras continua em escalada positiva. Criou bastante no 1 a 0 sobre o São Bento, em Sorocaba. Ainda carece de pontaria nas finalizações e de velocidade maior. Está no bom rumo.

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