Ale Cabral/ CPB
Ale Cabral/ CPB

Tóquio-2020: Entenda as classificações paralímpicas e outras especificidades

As classes são divididas em três grandes grupos: visual, intelectual e físico; a sigla sempre faz referência ao nome da modalidade em inglês

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2021 | 15h00

A delegação brasileira começou a busca por medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e o Estadão preparou um pequeno guia para explicar especificidades da modalidade. As classes paralímpicas, por exemplo, são divididas em três grandes grupos: visual, intelectual e físico.

A sigla sempre faz referência ao nome da modalidade em inglês. Por exemplo, no atletismo, as classes que disputam as provas e pista (velocidade, meio fundo, fundo e saltos) e de rua (maratona), levam o T, de Track. Quem disputa as provas de campo (arremesso de peso, salto em altura e lançamento de disco), F, de Field. Os números indicam o comprometimento físico. Quanto maior o grau, menor a numeração.

Na bocha, todos os atletas competem em cadeira de rodas. Na classificação funcional, eles são divididos em quatro classes, de acordo com o grau da deficiência e da necessidade de auxílio ou não. No caso dos atletas com maior grau de comprometimento, é permitido o uso de uma calha para dar mais propulsão à bola. Os tetraplégicos, por exemplo, que não conseguem movimentar os braços ou as pernas, usam uma faixa ou capacete na cabeça com uma agulha na ponta. O calheiro posiciona a canaleta à sua frente para que ele empurre a bola pelo instrumento com a cabeça.

O futebol de 5 é exclusivo para cegos ou deficientes visuais. As partidas acontecem em um campo de grama sintética. O goleiro tem visão total e não pode ter  participado de competições oficiais da Fifa nos últimos cinco anos. Junto às linhas laterais, são colocadas bandas que impedem que a bola saia do campo. Cada time é formado por cinco jogadores - um goleiro e quatro na linha. Diferentemente de um estádio convencional de futebol, as partidas são silenciosas, em locais sem eco. A bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la. O jogo tem dois tempos de 25 minutos e intervalo de 10.

Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9 metros de largura por 18 de comprimento). É como se fosse um gol a gol. As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária. A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. 

No vôlei sentado, podem competir homens e mulheres que possuam alguma deficiência física ou relacionada à locomoção. São 6 jogadores em cada time, divididos por uma rede de altura diferente e em uma quadra menor do que na versão olímpica da modalidade. É permitido bloqueio de saque, mas os jogadores devem manter o contato com o solo o tempo todo, exceto em deslocamentos.

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