Reprodução/Instagram
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Entidade abre processo contra ginastas afastados por racismo

Arthur Nory, Henrique Flores e Fellipe Arakawa são os acusados

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2015 | 14h02

A Educafro, entidade que oferece programas de educação para negros e pessoas carentes, abriu uma ação judicial nesta quarta-feira contra os ginastas Arthur Nory, Henrique Flores e Fellipe Arakawa, envolvidos em vídeo com injúrias raciais contra o companheiro de seleção Ângelo Assumpção. Os três foram afastados pela Confederação Brasileira de Ginástica por 30 dias ou até que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STDJ) da Ginástica tome uma decisão definitiva.

A entidade pede que se apure eventual ocorrência do crime tipificado no Art. 20 da Lei7.716/89, que trata sobre discriminação racial. Por outro lado, a ação alega um dano coletivo para a população negra no episódio. A entidade solicita uma indenização que corresponde ao valor de 50 bolsas de estudo para jovens carentes, que seria paga pelos atletas afastados.

"Nós entendemos que houve um dano para toda a população, não só para o atleta negro. Pela repercussão na mídia e pela punição imposta aos atletas, esse caso pode ser um exemplo no esporte brasileiro", afirma Frei David Santos, diretor da Educafro.

No vídeo, os atletas comparam negros a um celular com defeito e a um saco de lixo, durante período de treinamento em Portugal, na semana passada. Ângelo Assumpção aparece constrangido no vídeo. Na mesma gravação, os ginastas tentam fazer as pazes com Ângelo, que não parece querer conversar com Arthur, Fellipe e Henrique.

Diante da repercussão negativa, os ginastas divulgaram outro vídeo pedindo desculpas. Nas redes sociais, Nory disse que passou dos limites: "Aqui é uma equipe e está tudo bem. Exageramos e passamos dos limites. Aqui todo mundo gosta de todo mundo. Por favor, não nos entendam mal", escreveu.

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