Entidade está de olho nas transferências de menores

A Fifa vai estabelecer um maior controle sobre as transferências de jogadores abaixo de 18 anos para o exterior e quer monitorar escolinhas e academias criadas pelos grandes clubes nos países pobres para identificar futuros craques. Muitos times europeus usam as escolinhas para levar os jogadores sem ter de pagar um só dólar pelo atleta, que sequer chega a jogar em seu país. Ontem, em Zurique, a entidade tomou a decisão de iniciar uma série de medidas nesse sentido. Um subcomitê será criado para monitorar as transferências. A entidade promete bloquear qualquer tentativa de negociação que não cumpram as regras.O contrato desses jogadores também será modificado para proteger clubes que formam jogadores de base e depois os perdem para grandes times.Sobre as escolinhas dos clubes europeus que se proliferam na África e América Latina, a Fifa vai exigir que sejam cadastradas e todos os atletas devem ser registrados. Jogadores entre 12 e 15 anos que sejam transferidos precisam ganhar entre US$ 60 mil e US$ 90 mil por ano. Uma campanha na América Latina e África também será lançada para conscientizar os garotos sobre os riscos de serem transferidos para a Europa sem garantias ou proteção social.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.