Satiro Sodré/SS Press
Satiro Sodré/SS Press

Entidade rebate defesa de nadador e diz que manipulação é segura

Pego no doping, João Gomes Júnior alega contaminação cruzada

O Estado de S. Paulo

02 Março 2015 | 17h16

Após a defesa do nadador João Gomes Júnior afirmar, em seu julgamento na Federação Internacional de Natação (Fina), que o positivo por doping ocorreu devido a uma contaminação cruzada, a Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) esclarece, em nota, que o processo de manipulação de fórmulas no Brasil é seguro.

Segundo a Anfarmag, o País é "referência internacional" e "possui uma das legislações mais rigorosas do mundo para o setor". De acordo com a entidade, as farmácias de manipulação são constantemente fiscalizadas e necessitam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para funcionar.

A Angarmag informa, também, que assinou um Acordo de Cooperação com a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) para ampliar a luta contra o doping. "O acordo tem como objetivo esclarecer atletas e profissionais envolvidos no esporte sobre o tema", diz o texto.

João Gomes Júnior, de 29 anos, foi suspenso por seis meses após exame realizado durante o Mundial em Piscina Curta, no mês de dezembro, ter apontado o uso do diurético hidroclorotiazida.

"O que aconteceu com ele foi uma contaminação cruzada, ou seja, a substância entrou no organismo dele sem que ele tivesse culpa", afirma o advogado Marcelo Franklin, responsável pela defesa do nadador.

No mais polêmico caso de doping da natação brasileira, quatro nadadores - incluindo Cesar Cielo - alegaram contaminação cruzada no processo de manipulação do suplemento alimentar que utilizavam. No exame realizado no Troféu Maria Lenk de 2011, todos foram tiveram positivo pelo uso da substância furosemida, também um diurético. A defesa, na qual Marcelo Franklin também fez parte, conseguiu que os nadadores recebessem apenas uma advertência.

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