Entidades exigiram Orlando no cargo

A permanência do baiano Orlando Silva, de 39 anos, no Ministério do Esporte pode estar, em parte, associada à pressão das principais entidades esportivas do País. Desde que Dilma Rousseff derrotou José Serra no segundo turno da eleição presidencial, dirigentes da CBF, do COB e até do Clube dos Treze começaram a se manifestar publicamente a favor de Orlando Silva.

Silvio Barsetti, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2010 | 00h00

Engajado nos dois grandes eventos do calendário esportivo mundial, Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, Orlando atua em várias frentes desde 2006, quando assumiu o ministério no lugar de Agnelo Queiroz, então seu colega de partido, o PC do B, mas hoje filiado ao PT e recém-eleito governador do Distrito Federal.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chegou a dizer que uma eventual saída de Orlando do ministério poderia significar "a quebra da continuidade de um trabalho que precisa de velocidade" - referindo-se aos preparativos para a Copa do Mundo.

Teixeira conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto, a quem ressaltou que Orlando Silva acompanhou o processo do Mundial 2014 desde a escolha do Brasil pela Fifa, em 2007.

No COB, a posição do presidente Carlos Arthur Nuzman foi idêntica. Ele também declarou que o atual ministro é um parceiro fundamental para o sucesso da Olimpíada.

O Clube dos Treze emitiu nota, assinada por seu presidente, o gaúcho Fábio Koff, em apoio à permanência de Orlando, com a assinatura dos 20 maiores clubes de futebol do País. A atitude foi um reflexo das ações do ministro para o fortalecimento dos clubes, sempre com o apoio do presidente Lula.

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