Paulo Favero/AE
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Entrada da Vila Olímpica atrai dezenas de colecionadores de broches

Pins com temas dos Jogos Olímpicos podem virar itens raros e muito valiosos

Paulo Favero, enviado especial, O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2012 | 18h53

LONDRES - Na porta da Vila Olímpica e do Centro de Imprensa dos Jogos de Londres, todos os dias dezenas de colecionadores de pins, os famosos broches que trazem alguma referência aos Jogos Olímpicos, se aglomeram à espera da saída de atletas para tentar trocar ou negociar novos itens. Um deles é o grego John Ionadis, que começou a mania na edição disputada em Atenas, em 2004, e garante ter mais de 10 mil peças diferentes. "Eu tenho uma que vale cerca de mil euros, muito rara. Trouxe duas mil unidade para cá, para tentar trocar. Sou um negociador", avisa.

Ele fica um pouco incomodado com a presença da reportagem do Estado fazendo perguntas no momento que um grande grupo de asiáticos, que costumam pendurar as peças nas cordas do crachá, deixam parte das instalações do Parque Olímpico. De repente ele vê dois italianos ao longe e prefere não abordá-los. "Esses eu conheço de outros Jogos, são

negociadores como eu." Além do acervo grande, ele garante que tem caixas e caixas em sua casa com modelos que podem ser trocados. "Não tenho ideia de quantidade. Quer ir lá contar? O bom é que não ocupa muito espaço, mas são caixas pesadas."

Ao seu lado está o espanhol Federico Garcia del Real, que foi para sua primeira Olimpíada em Pequim, em 2008, e agora garante que vai a todas para ampliar sua coleção de mais de seis mil pins. "Eu só coleciono os fabricados pela Coca-cola. Em casa tenho mais de 40 mil para trocar", diz. Ele também vai para os Jogos de Inverno e já sonha com as trocas que fará no Rio, em 2016. "A gente começa a colecionar em um torneio e quer ir a todos. Compro em lojas, pela internet, faço o que for preciso." Apesar do tempo gasto na aquisição de novas peças, eles garantem que também assistem aos esportes nos Jogos.

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