Entre sonho de avançar e a luta para não cair

Linense, que joga hoje contra o Santos, São Bernardo, Noroeste e Americana, ex-Guaratinguetá, sãs as novidades deste Campeonato Paulista e vêm motivados pelo sonho de fazer bonito na elite estadual ou, ao menos, evitar a volta precoce para a Segunda Divisão. Sobreviver entre os 20 principais clubes do futebol paulista, porém, não é tarefa fácil. No ano passado, curiosamente os quatro que haviam subido acabaram caindo. Rio Claro, Monte Azul, Rio Branco e Sertãozinho sucumbiram logo de cara.

Anelso Paixão e Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2011 | 00h00

Para não repetir a experiência dos antecessores, os quatro novatos e os outros concorrentes do interior resolveram investir pesado - dentro de suas limitações, é claro -, aproveitando a boa cota de participação oferecida pela Federação Paulista de Futebol (R$ 1,8 milhão).

Alguns trouxeram jogadores experientes, como o Paulista de Jundiaí, que apostou no rodado volante Baiano e ainda outros 12 reforços, o Oeste, que investiu no artilheiro Reinaldo, ex-São Paulo e Botafogo, o Americana, que resolveu confiar na boa pontaria do meia Fumagalli e na bagagem do técnico Edinho Nazareth, e o Noroeste, que repatriou um velho conhecido do torcedor, o atacante Otacílio Neto, emprestado pelo Corinthians, e que terá o apoio de outros 15 reforços trazidos para a temporada.

Mas o desfile de nomes conhecidos vai longe pelo interior afora, começando por Rivaldo, presidente e craque do Mogi Mirim, Denílson, artilheiro do Mundial de Clubes de 2009 pelo Pohang Steelers, da Coreia do Sul, também do Mogi, Eduardo Ratinho, do Botafogo de Ribeirão Preto, Fabrício Carvalho, do Bragantino, entre outros.

A Ponte Preta, que tem o objetivo de fazer um bom Estadual para entrar embalada na Série B do Brasileiro e, enfim, chegar à elite nacional, contratou 20 jogadores e o técnico Gilson Kleina. Entre os destaques, o goleiro Marcelo Lomba, do Flamengo, o atacante Thiago Luís, do Santos, e o meia Válber, do Avaí.

Outro que também quer fazer bonito e depois chegar bem na Série B do Brasileiro é o São Caetano, comandado pelo técnico Toninho Cecílio, ex-Palmeiras. Entre os reforços, o experiente meia Walter Minhoca, ex-Ipatinga e Guarani, e o atacante Vandinho, ex-Avaí.

Embora rebaixado para a Série C nacional, o Santo André, vice-campeão paulista do ano passado, não quer ficar atrás do rival regional. Sob o comando do técnico Pintado, o time trouxe alguns jogadores bem conhecidos do torcedor, como o goleiro Neneca, o zagueiro Anderson, ex-Corinthians, e o atacante Nunes, destaque na temporada passada e que estava no Vasco.

Também do ABC, o novato São Bernardo só pensa em não decepcionar em sua primeira jornada na elite e, para isso, trouxe 14 jogadores, todos pouco conhecidos do torcedor. Mesma situação do Mirassol, que novamente luta para resistir na 1.ª Divisão - o maior destaque é o meia Xuxa - e do Ituano, comandado pelo gestor Juninho Paulista, outro campeão mundial em 2002.

Quem também não tem grandes pretensões nesta temporada é o Grêmio Prudente, semifinalista em 2010. Rebaixado na Série A do Brasileiro no segundo semestre do ano passado, o clube junta os cacos para recomeçar.

Rivaldo, a maior estrela. O craque Rivaldo, já em reta final na carreira de atleta, sonha agora em brilhar como dirigente. A primeira meta é levar seu Mogi Mirim à Série D do Brasileiro. Como presidente e jogador do Mogi Mirim, ele colocou na cabeça de jogadores, comissão técnica (comandada pelo experiente Antônio Carlos Zago) e funcionários uma meta única para o Campeonato Paulista: acabar entre os oito primeiros para obter a vaga na 4ª divisão do futebol nacional.

Rivaldo quer evitar que o clube fique parado no segundo semestre. "Sem calendário, não dá para montar um time forte", diz o cartola-jogador. Principal investidor do Mogi Mirim, o craque montou pessoalmente a equipe e se cercou de ex-companheiros dos tempos de "Carrossel Caipira" (time que brilhou no Estadual de 1993). Válber e Leto, hoje empresários, indicaram atletas.

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