Entre uma etapa e outra dos Sertões, Despres curte o Brasil

Mergulhos em Parati, almoços em churrascarias, feijoadas completas. Tudo regado a muita caipirinha e suco natural. Essas foram algumas das atrações cumpridas pelo piloto francês Cyril Despres, de 32 anos, campeão do Rali Dacar do ano passado e vice este ano, antes de sua estréia na 14ª edição do Rali Internacional dos Sertões. O francês está ?gostando muito? do País. ?Estou impressionado com a simpatia das pessoas, com a língua, comida e praia.?, afirma o piloto. Do mar ele já pôde aproveitar um pouco. Conheceu Parati, no Rio de Janeiro, seu primeiro passeio quando chegou ao País, e em Palmas, no Tocantins, depois de completar a segunda etapa para o percurso de 551 quilômetros entre Minaçu, em Goiânia e Palmas. Assim que cruzou a linha de chegada, Despres foi direto para um restaurante à beira mar, na Praia da Graciosa, um lago represado do Rio Tocantins. No prato, um peixe enorme típico da região, o Tucunaré, além de salada, camarões e arroz. E muito suco de maracujá para relaxar. Nascido em Paris, o piloto mudou-se há pouco tempo para Andorra. Lá, aprendeu a falar espanhol. Nas entrevistas, ele já se arrisca em espanhol. Também aprendeu aqui no Brasil algumas expressões em português, como ?bom dia?, ?tudo bem??, ?cidade bonita?. Sua paixão pela moto surgiu aos 14 anos quando seu vizinho, que competia de motocross, emprestava a moto ao amigo. Como não tinha dinheiro para bancar uma moto, começou a trabalhar como mecânico. E um dia a oportunidade bateu à sua porta. Foi chamado para participar de uma competição, quando tinha 20 anos. Ficou entre os primeiros até inscrever-se pela primeira vez em uma prova de enduro. Sua estréia foi no Rali da Tunísia, em 1998. Terminou na 13ª posição. E nunca mais parou. Largou a profissão de mecânico e, em 2001, estreou nos ralis pelo mundo afora. No Rali dos Sertões, etapa válida para o Mundial Cross Country de moto, Cyril está em quarto lugar na classificação geral. Com toda sua experiência em Dacar, ele não se considera favorito. ?Os pilotos são muito fortes. E os trechos bem difíceis?, analisou. Seu único medo é de não completar a prova, por conta de uma lesão no braço direito. No início do ano, quando testava sua moto na Itália, sofreu uma queda e fraturou o braço. ?Até hoje sinto dores. Não estou muito seguro. Vou torcer para ele não piorar, porque quero completar a prova?.

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