Entusiasmo do São Paulo não resiste ao Ceará

Equipe de Carpegiani joga mal, sofre com o calor e perde por 2 a 0. Vaga na Libertadores fica bem mais distante

Marcon Beraldo ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2010 | 00h00

Nem sempre a melhor defesa é o ataque. O São Paulo entrou em campo com quatro atacantes, mas praticamente não chutou a gol. Pior, levou dois do Ceará, que ainda teve outras chances para marcar e só não conseguiu ampliar graças a três grandes defesas do goleiro Rogério Ceni. Resultado: a equipe amargou a derrota por 2 a 0, ontem, no Castelão, em Fortaleza, e ficou mais distante de uma vaga para a Taça Libertadores da América, com 44 pontos. Houve pouco esforço para quem buscava a quarta vitória seguida a fim de embalar de vez e continuar sonhando.

Uma boa desculpa pode ser encontrada no forte calor, que até obrigou o juiz a fazer uma parada técnica quando o placar já era de 1 a 0, gol de Magno Alves, que completou de cabeça cruzamento de Vicente. Depois do descanso, o time da casa voltou melhor, enquanto o São Paulo se mostrava lento e sem a menor criatividade. Nem mesmo a entrada de Ilsinho na lateral direita resolveu o problema. Os cearenses seguiam melhor e jogando sem marcação. Depois de falha de Carlinhos Paraíba (que também errou no lance do primeiro gol), Diego Sacoman acertou belo chute no ângulo esquerdo e ampliou.

No segundo tempo a preparação física do Ceará continuou prevalecendo. Na primeira etapa, o time inteiro correu muito e sempre sobrava jogador livre para receber a bola. E nos últimos 45 minutos não foi diferente. A correria continuou desenfreada. O entusiasmo pela vantagem no placar era tanto que havia jogador cearense correndo até em bola perdida. O São Paulo, ao contrário, em nenhum momento conseguiu impor seu ritmo de jogo ou levar vantagem nas divididas.

Vida tranquila. Assim, ninguém se impressionou com o fato de o goleiro Michel Alves não ter feito sequer uma defesa. O técnico Paulo César Carpegiani ainda tentou acertar as duas laterais, mas o dia não era mesmo da equipe são-paulina, que tentava, mas não conseguia nada de prático. Só se salvou mesmo do vexame o capitão Rogério Ceni, que fez grandes defesas e evitou uma goleada.

Nos últimos minutos, o São Paulo não mostrava mais forças para chegar ao gol de honra. Fernandinho sentiu uma contusão e Carpegiani já havia feito as três substituições. Final melancólico para um time que ainda tinha alguma pretensão no Campeonato Brasileiro, após três vitórias seguidas.

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