Arquivo/AE
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Envolvidos no escândalo de doping reafirmam culpa

Eles confirmam que usaram substância proibida e pedem explicações do fisiologista Pedro Balikian Júnior

Valéria Zukeran, Agencia Estado

10 Setembro 2009 | 20h50

A Comissão de Inquérito criada especialmente pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) começou a ouvir nesta quinta-feira, em São Paulo, os envolvidos no maior escândalo de doping do atletismo brasileiro. No primeiro dia, os atletas Jorge Célio, Bruno Lins, Lucimara Silvestre, Josiane Tito e Luciana França prestaram depoimento e reafirmaram o uso da substância proibida EPO (hormônio sintético injetável encontrado em remédios para a anemia, que oxigena o sangue) - por terem admitido a culpa, eles já estavam suspensos por dois anos.

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No depoimento, Lucimara afirmou que não sabia estar injetando substâncias proibidas em seu corpo, mas explicou que o seu técnico Jayme Netto Júnior, que também já confessou a culpa, tinha conhecimento do doping, embora não considerasse que seus atletas corriam perigo. "Disseram a ele, no caso o Pedro (o fisiologista Pedro Balikian Júnior, que é acusado de fornecer a EPO), que havia mil por cento de chance de não sermos pegos", contou a atleta.

Josiane Tito, por sua vez, declarou que acreditava ser aminoácido a substância injetada pela primeira vez em seu corpo justamente no dia do exame antidoping surpresa, realizado em 15 de junho, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. "Tomei uma hora antes", lamentou a atleta. Para ela, a pessoa capaz de esclarecer o caso é o fisiologista Pedro Balikian Júnior, que ainda não deu declarações sobre o caso. "Todos nós tentamos falar, mas ele sumiu. Acho que ele deveria se apresentar para assumir suas responsabilidades."

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