Equipes começam a pensar em estratégias ilógicas

O que é melhor? Largar em sexto no grid, tendo utilizado os pneus a disposição, ou em último, por não ter disputado a classificação, sábado, e por isso contar com três jogos de pneus macios novos? A lógica não deixaria dúvida: começar a corrida mais à frente possível. Mas na F-1 de hoje as equipes começam a pensar se não é mais negócio não usar pneus novos na definição do grid, largar lá atrás, e dispor deles do domingo.

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2011 | 00h00

Ontem, Nick Heidfeld, da Renault, deu nova mostra de que o tempo final de prova tende a ser menor para quem pode contar com os pneus macios novos e dispõe de um carro rápido.

O alemão largou em 24º e último, por não disputar a classificação, em razão do fogo no seu carro, e se houvesse uma volta a mais na corrida teria ultrapassado também a dupla da Mercedes, Michael Schumacher e Nico Rosberg, para receber a bandeirada em sexto. Acabou em oitavo.

"Eu não entendo. Larguei em sexto, estava em quinto no fim da primeira volta (ultrapassou Jenson Button) e terminei em 11º. Já Nick (Heidfeld) largou em último e se classificou na minha frente, em oitavo, quase sexto", disse um inconformado Vitaly Petrov, companheiro de Heidfeld.

No GP da China, em condições semelhantes, Mark Webber, da Red Bull, saiu da 18ª posição e acabou em terceiro, a 7 segundos do vencedor, Lewis Hamilton, da McLaren, e a dois de Sebastian Vettel, o segundo.

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