Equipes devem ampliar concorrência na Hungria

Características da pista e momento vivido por Red Bull, Ferrari e McLaren sugerem o duelo mais acirrado da temporada

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2011 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL / BUDAPESTE

O GP da Hungria, 11.º do calendário, se apresenta como a corrida que reúne os elementos certos para um duelo como ainda não foi visto na atual temporada.

Diante das características da pista e do momento vivido por Red Bull, Ferrari e McLaren no campeonato, faz sentido supor que os seis pilotos dessas escuderias irão lutar em condição de equilíbrio pela vitória neste fim de semana, em Budapeste.

A lógica nem sempre é válida na Fórmula 1, como mostrou a inesperada vitória da Ferrari em Silverstone, feudo dos projetos de Adrian Newey, da Red Bull. Mas a tendência é de que, enfim, a luta pelo lugar mais alto do pódio seja bastante acirrada.

As corridas têm sido empolgantes pelas inúmeras alternativas proporcionadas pelos pneus Pirelli, propositalmente concebidos para durar pouco, mas luta pelo primeiro lugar mesmo foram poucas até agora.

Amostra. Os primeiros treinos livres, amanhã, darão uma mostra do restante da competição. O traçado sinuoso e de retas curtas de 4.391 metros, o calor intenso, tradicional do evento, o avanço dos modelos 150 Italia da Ferrari e MP4/26 da McLaren, associados à menor evolução do RB7 da Red Bull, sugerem que Sebastian Vettel e Mark Webber, a dupla da Red Bull, terão dificuldades bem maiores do que no ano passado, no mesmo circuito.

Curiosamente, foi na etapa de Budapeste que Webber impôs em 2010 sua maior vantagem para a concorrência. Fernando Alonso, da Ferrari, segundo, Felipe Massa, quarto, bem como a dupla da McLaren, Lewis Hamilton e Jenson Button, desde a primeira atividade de pista compreenderam que não havia nada o que fazer diante da superioridade da Red Bull.

Webber e Vettel até podem vencer de novo, estão dentre os candidatos, mas a história do desenvolvimento da temporada propõe que a disputa, agora, seja distinta. A concorrência deu sinais de ter chegado para valer. Alonso ganhou o GP da Grã-Bretanha, dia 10, e Hamilton o da Alemanha, há quatro dias, as duas últimas realizadas.

Até Massa diz que tem chance, após a Ferrari ter brigado pela vitória no frio da Alemanha. "Na Hungria, com o calor e os pneus macios e supermacios à nossa disposição, dá para sonhar alto", afirmou o brasileiro.

Com reta dos boxes de apenas 400 metros, a disputa pela primeira fila, sábado, será intensa.

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