Equipes em busca de redenção

Americana e Ourinhos começam a decidir hoje o Campeonato Paulista

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

O basquete masculino celebra, amanhã, a primeira final do torneio nacional organizado pelos clubes. Enquanto os homens estão no foco, as mulheres começam, discretamente, a decidir hoje o Campeonato Paulista - praticamente uma versão reduzida do Brasileiro. Em Americana, estarão frente a frente os times que decidiram o Brasileiro do ano passado. Americana e Ourinhos fazem a partir das 16 horas o primeiro jogo da série melhor de cinco.O Novo Basquete Brasil (NBB) - torneio masculino que será decidido por Flamengo e Brasília, no Rio - é visto como o ressurgimento da modalidade no País. E é justamente por essa salvação que o basquete feminino espera. Enquanto o resgate não vem, continuam os problemas que, por ora, ficaram para trás entre os rapazes.O Campeonato Paulista começou em abril, com apenas sete times. Mudanças na tabela foram constantes - a última delas por causa do planejamento da seleção brasileira. Se os clubes não protestassem, 21 jogos seriam realizados em 23 dias."A gente pede que as coisas sejam diferentes, mas nada muda. Sempre aparece algo para atrapalhar", desabafa Branca, técnica de Americana, time de melhor campanha no torneio. "Desta vez, foi a seleção. Elas precisariam de três meses de preparação para a Olimpíada, não para a Copa América (que será em setembro)." Assim como Branca, Urubatan Paccini, treinador de Ourinhos, afirma que o acúmulo de jogos prejudicou as equipes. E pede: "Deveríamos ser adotados pela Liga."Talvez isso não aconteça tão cedo. Neste ano, é certo que o Nacional será organizado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Hortência, diretora do departamento feminino, diz que a prioridade é trabalhar com as várias seleções que estão em treinamento. Depois da Copa América, vai atrás dos clubes para formatar o torneio.Kouros Monadjemi, presidente da Liga Nacional, diz que as meninas não estão esquecidas. "Não temos preferência nenhuma por sexo. Só queremos implementar o torneio masculino de modo definitivo. Quando tudo estiver consolidado, partiremos para o feminino."

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