Equipes pequenas lutam para receber mais dinheiro

Terminar a temporada em décimo lugar entre os construtores garante bom aumento no orçamento

O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h11

Enquanto Sebastian Vettel e Fernando Alonso lutam em Interlagos pela conquista do título mundial de pilotos, do outro lado da tabela a disputa é da mesma forma intensa. Não há descenso entre as 12 equipes da Fórmula 1, mas garantir a décima colocação entre os construtores pode significar importante soma de dinheiro, algo como US$ 25 milhões (R$ 50 milhões), essencial para as pequenas escuderias. Marussia e Caterham começam o duelo pelo décimo lugar hoje, às 10 horas, no primeiro treino livre.

Nem todos sabem, mas a competição na Fórmula 1 não se restringe apenas aos dez primeiros nas corridas, os que marcam pontos. Para efeito de classificação no Mundial de Construtores, colocações como 11º, 12º, 13º, por exemplo, também servem de referência. Assim, mesmo sem ter marcado ponto ainda na temporada, a Marussia é a décima colocada. E o que a diferencia da Caterham e da HRT, com as quais luta pelo décimo lugar, é o fato de seu piloto Timo Glock ter recebido a bandeirada no GP de Cingapura em 12.º.

O desafio da Caterham em Interlagos é conseguir um milagre: um de seus pilotos - Heikki Kovalainen e Vitaly Petrov - precisam terminar a prova pelo menos na 11ª colocação. Steve Nielsen, diretor da Caterham, comentou sobre a difícil tarefa: "Não tenho dúvida de que andaremos na frente deles. Mas para chegar em 11º precisamos contar com o abandono de seis ou sete adversários e isso está fora do nosso controle".

John Booth, diretor da Marussia, concorda com Nielsen de que será difícil para sua escuderia classificar-se melhor que a Caterham. "Eles têm o sistema de recuperação de energia (kers) e nós não. E aqui nesse circuito fará grande diferença."

O Acordo da Concórdia, contrato entre a Formula One Management (FOM) e as equipes, estabelece premiação para os dez primeiros colocados entre os construtores. Mas para receber os cerca de US$ 25 milhões destinados ao décimo colocado é preciso ocupar o décimo lugar em dois anos.

O que a Marussia vai conquistar, caso confirme no GP do Brasil a décima colocação entre os construtores, é o direito de, em 2013, ratificando essa posição, receber os US$ 25 milhões. Este ano, ficará com a mesma cota dos dois primeiros campeonatos: US$ 10 milhões (R$ 20 milhões), a mesma que é paga pela FOM para a HRT. / L.O.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.