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Equipes sonham igualar os motores

Desenvolvimento é proibido, mas há mudanças dentro das regras

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

18 de setembro de 2008 | 00h00

Não é de hoje que se fala nas importantes diferenças de potência entre os motores de Fórmula 1, apesar de a regra, em essência, proibir o seu desenvolvimento. O tema veio à tona com força, agora, depois da emocionante vitória de Sebastian Vettel, da Toro Rosso, no GP da Itália, domingo. A razão é simples de se compreender: Toro Rosso e Red Bull competem com o mesmo chassi, basicamente. O que muda é o motor. Toro Rosso utiliza Ferrari e a Red Bull, Renault. Como a Toro Rosso tem se mostrado mais eficiente, a ponto de já vencer na Fórmula 1, a maior responsabilidade por essa diferença está na potência de um motor e outro. Denis Chevrier, chefe dos engenheiros da Renault, reconheceu, durante o GP da Bélgica, que podem existir, mesmo, desempenhos distintos nos motores. "A Renault levou ao pé da letra o regulamento", explicou. As regras dão, ainda, margem a que, sob o pretexto de aumentar a resistência do motor e também reduzir seus custos, as equipes os modifiquem. O que se tem assistido, contudo, é a nítida evolução de motores como o Ferrari, Mercedes e BMW, por exemplo. "Temos, hoje, cerca de 35 cavalos a menos de potência," confidenciou Fernando Alonso, no circuito de Spa-Francorchamps, a uma fonte. A Renault luta com a Toyota pela quarta colocação entre os construtores e o motor dos japoneses também avançou. O que mais impressiona nessa história é que toda alteração no motor deve ser comunicada à FIA e a todas as equipes também. E só é possível realizar mudanças se todos concordarem. "Os times têm um prazo para contestar as revisões que os engenheiros desejam introduzir nos motores, já que são públicas na Fórmula 1. Se passado o prazo ninguém se manifestou, então é autorizada pela FIA", explica Chevrier. Passou pela mão dos chefes de equipes que reclamam de terem ficado para trás, portanto, todos os avanços incorporados, não importa com que justificativa.Flavio Briatore, diretor da Renault, tenta convencer os concorrentes, agora, de que é fundamental para a Fórmula 1 encontrar uma solução que permita às escuderias equipararem a potência dos motores. Dentre seus desafios está convencer Alonso de permanecer na Renault e precisa dessa garantia. Diferença de 35 cavalos, como mencionou o espanhol, implica perda significativa de desempenho, já na casa dos décimos de segundo.O site da revista Autosport traz declarações de Briatore: "Já levei o problema a Max Mosley (presidente da FIA) e até o fim do campeonato teremos uma definição." Outros representantes de escuderias já manifestaram seu protesto também. A entidade vai regulamentar melhor o congelamento no desenvolvimento dos motores.Lá na frente no Mundial, Lewis Hamilton, da McLaren, e Felipe Massa, da Ferrari, prosseguem na luta pelo título ponto a ponto. O inglês soma 78 e Massa, 77. Bem como suas equipes concorrem à vitória entre os construtores de forma acirrada. Ferrari lidera com 134 pontos, enquanto McLaren tem 129. A BMW mantém-se tranqüila em terceiro, 117. É a disputa pelo quarto lugar que proporciona maior discussão. O que está em jogo, também, é o valor repassado pelo administrador do negócio, Bernie Ecclestone, aos times de acordo com sua colocação no Campeonato de Construtores. Para pôr fim à ameaça de as montadoras criarem uma competição paralela, Ecclestone abriu os cofres. Por trás desse inconformismo há, lógico, a questão esportiva desigual, mas a financeira também, com no mínimo a mesma importância.

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