Equívocos em série arruinaram campo do Mané Garrincha

Atraso para a conclusão das obras do estádio de Brasília, o mais caro da Copa, fez o campo ser utilizado antes da hora

O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2013 | 02h09

Para evitar que os gramados dos novos estádios apresentem problemas durante a Copa de 2014, a Fifa vai exigir que eles não recebam jogos pelo menos dois meses antes do início do Mundial. Assim, alguns estádios podem ficar até 60 dias sem partidas. O Mundial começará no dia de 12 de junho.

Essa decisão tem a finalidade de evitar os problemas que aconteceram no Estádio Mané Garrincha, o mais caro construído para o Mundial (R$ 1,2 bilhão) e o de pior gramado na Copa das Confederações.

O que aconteceu no estádio de Brasília foi uma sucessão de erros. Por causa do atraso das obras, o gramado só terminou de ser plantado no dia 30 de abril. No dia 18 de maio, Brasiliense e Brasília fizeram lá a final do Estadual, o Candangão. Oito dias depois, Flamengo e Santos jogaram no estádio pelo Brasileirão, na despedida de Neymar. Isso menos de um mês antes da estreia do Brasil na Copa das Confederações, contra o Japão, no dia 15 de junho.

O Mané Garrincha, por sinal, vem recebendo muitos jogos em um curto período de tempo, o que prejudica o gramado. O ideal era que o estádio não tivesse recebido partidas por um período mínimo de dois meses depois que a grama foi plantada, segundo a empresa responsável pelos gramados da Copa das Confederações.

"Terminamos de plantar o gramado do Mané Garrincha em abril. No Mineirão e no Castelão, o gramado foi plantado em novembro, houve tempo", disse Paulo Antônio Azeredo, sócio da Greenleaf.

O gramado do Mané Garrincha foi montado com placas de grama cultivadas em uma fazenda do Recife. O do Mineirão e o do Castelão foram semeados no local, como no Itaquerão.

"A melhor maneira é o plantio. Quando a grama vem em rolos é necessário mais tempo, até para que o campo fique nivelado", disse Azeredo.

É por causa do desnível, aliás, que alguns gramados recebem areia, para diminuir as imperfeições. "No geral, eu acredito que os gramados da Copa das Confederações receberam uma nota oito. Mas na Copa do Mundo todos estarão 100%", afirma Azeredo. / V. M.

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