Wilton Junior/AE
Wilton Junior/AE

Erick Silva levanta o público com o primeiro nocaute do UFC Rio

Na primeira luta da noite, Yves Jabouin venceu por pontos o norte-americano Ian Loveland

Bruno Lousada e Paulo Favero, estadão.com.br

27 de agosto de 2011 | 19h29

RIO - A torcida brasileira foi à loucura logo na primeira luta. A cada golpe, a cada erro ou a cada falta de iniciativa de alguns dos lutadores, a massa fazia barulho. O próprio presidente do UFC, Dana White, já havia dito que o evento teria muito calor humano. E foi realmente isso que aconteceu.

Logo na terceira luta, o delírio foi total. Erick Silva levantou a plateia ao obter o primeiro nocaute da noite em poucos segundos, na terceira luta do UFC Rio. Ele não deu chance para Luis Beição e nocauteou em poucos segundos. "Eu treinei bastante este soco e chutes rodados", disse o lutador, bastante ovacionado.

O evento começou com o público apoiando o canadense Yves Jabouin, que entrou no octógono querendo mostrar serviço. No primeiro round acertou um forte soco, seguido de chute, que deixou o norte-americano Ian Loveland zonzo. Mas o apito soou para o fim do primeiro round, salvando o lutador de um nocaute.

No início do segundo assalto, a torcida começou a chamar o canadense de "Negueba", numa alusão ao jogador do Flamengo. O combate na categoria peso galo ficou equilibrado e os dois lutadores foram para o terceiro round com chances iguais de vitória.

Quem também fazia a festa da galera eram as "ring girls", belas garotas que a cada intervalo desfilavam em volta do octógono provocando assobios dos marmanjos nas arquibancadas da HSBC Arena.

No último round, o equilíbrio se manteve e muitas vezes a torcida vaiou pela falta de combatividade dos lutadores. O cansaço dos dois era evidente. No final, aplausos e vaias se misturaram e a vitória ficou com Yves Jabouin por decisão dividida dos juízes.

Para a segunda luta do UFC Rio, Felipe Sertanejo entrou, como é de costume, com um chapéu de vaqueiro e o som da arena tocava uma música da dupla Bruno e Marrone, justificando o apelido. A torcida gostou, mas seu adversário, o paraense Yuri Alcântara, o Marajó, não queria saber de dançar em cima do octógono.

Partiu para cima desde o primeiro minuto e até provocou um sangramento no rosto de Sertanejo logo no primeiro assalto. No segundo também manteve-se melhor e dominou o combate da categoria peso pena No terceiro round, Sertanejo esteve perto de ser finalizado, mas conseguiu reverter uma situação complicada.

A disputa teve muitos momentos que levantaram a torcida, mas no final o resultado foi para os juízes, que entregaram a vitória para Marajó, em decisão unânime.

Quem também ganhou desta maneira foi o brasileiro Raphael Assunção, que superou Johnny Eduardo nos pontos. Mesmo com a vitória, ele recebeu algumas vaias porque bateu um atleta local.

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