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Esgrima deve ganhar novidades tecnológicas, mas só depois do Rio

Na Olimpíada, novidade será pista no formato de 'x'

Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

18 de maio de 2016 | 10h00

Mesmo datando dos primórdios da civilização, a esgrima é um dos esportes olímpicos que ao longo do tempo mais se beneficiou das novas tecnologias. A espada elétrica, que acusa o toque no adversário, foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. De olho no que pode fazer para continuar evoluindo, a modalidade deve ter novidades em breve, mas que devem ficar para depois do Rio-2016.

Se os atuais equipamentos já satisfazem juízes e atletas, chegou a vez de olhar para o público, segundo Arno Perillier, Líder de Competição Esportiva para esgrima e esgrima sobre cadeira de rodas no Comitê Organizador da Olimpíada Rio-2016. A mentalidade de melhorar a experiência do espectador estará em vigor no Brasil com uma nova modalidade de pista, em formato de "x". 

"Em termos de tecnologia não temos a inclusão de novas pois algumas inovações ainda estão em teste. O que teremos de novo é um formato da campo de jogo, em "X" e da Arena, que será circular", explica. Com a novidade, o público terá visão de pelo menos duas lutas das quatro disputas que vão acontecer simultaneamente na Arena Carioca 3, no Parque Olímpico da Barra, casa da esgrima durante o evento.

Já os equipamentos que estariam sendo testados seriam luzes de LED nos coletes metálicos e nas lâminas, visando que os espectadores consigam mesmo a distância enxergar os rápidos movimentos do esporte.  "Eu acredito que a próxima inovação será para fazer a lâmina mais visível para o espectador", afirma Perillier. "Ela se movimenta muito rápido e as pessoas que não tem os olhos treinados não conseguem acompanhar na primeira vez sem a ajuda do vídeo e do telão", diz.

EM USO

Mesmo os juízes precisam de ajuda para identificar os toques na esgrima. Nos primórdios do esporte, as pontas das armas tinham tinta, para manchar o tecido branco dos trajes. O famoso "touché" (tocado, em francês), era utilizado pelos lutadores para avisar o árbitro de um toque.

Hoje, eles contam com auxílio de vídeo, utilizado quando um dos lutadores pede uma revisão do ponto marcado. Já os trajes e armas contam há tempos com auxílio eletrônico. A espada, uma das três variações da modalidade, é a que há mais tempo conta com a tecnologia, introduzida em Berlim-1936. O florete ganhou a modificação em Melboune-1956. Já o sabre foi o último, apenas em Seul-1988.

O traje, feito de kevlar, aponta os toques e já não possui mais fios. Hoje a pontuação chega aos computadores por meio de tecnologia wireless. O capacete, de fios de aço, que revolucionou o esporte protegendo o rosto no final do século XVIII, possui também luzes de LED que indicam o toque. "A tecnologia ajudou a esgrima a se tornar mais simples e compreensível por parte do público", explica Arno. 

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