Eslováquia descobre seus novos heróis

País, forte em hóquei no gelo, vê ressurgir a tradição do futebol da antiga Checoslováquia da época da Guerra Fria

Daniel Akstein Batista , Wilson Baldini Jr, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

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JOHANNESBURGO

Acostumada a exaltar heróis nas arenas de hóquei no gelo, a Eslováquia viu surgir novos ídolos com o feito histórico de ontem frente à Itália (vitória por 3 a 2). Em um misto de surpresa e euforia, o centro de Bratislava, capital com pouco menos de 500 mil habitantes, foi tomado por milhares de fãs. Desacreditado até o início da Copa, o time obteve a vaga para as oitavas de final pela primeira vez como país independente.

"É fantástico", comenta o ex-jogador eslovaco Jozef Adamec, de 68 anos, que jogou no time da então Checoslováquia, que perdeu para o Brasil na final da Copa de 62, no Chile. "Um resultado sensacional de nossos jogadores no Mundial. A vitória sobre a Itália me deixou feliz."

A imprensa do país aproveitou para tripudiar em cima do favoritismo italiano. "A imprensa da Itália está chorando e procura por um mapa para saber onde fica a Eslováquia", publicou em seu site o diário Cas.

Escolhido pela Fifa como o melhor jogador da partida, Vittek estava eufórico. "Jogamos com o coração e decidimos o jogo", afirmou. Um dos artilheiros do Mundial, com três gols, o atacante do Ankaraguçu, da Turquia, já havia levado o prêmio de melhor na estreia, contra a Nova Zelândia (1 a 1). "É importante, mas a vitória é de todos nós. Se pudesse, dividiria o troféu em pedaços com os companheiros."

O triunfo encheu de confiança a equipe. Mesmo enfrentando a forte Holanda, Vittek garante que o time não mudará o estilo. "Não temos nada a perder."

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