Espanha festeja feito histórico na Eurocopa e Portugal lamenta

Atletas destacam fato de a Fúria chegar a 3ª final em quatro anos; para os jogadores derrotados, adversário teve mais sorte

DONETSK, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h08

DONETSK - Autor do gol na decisão por pênaltis que assegurou a passagem da Espanha à final da Eurocopa ao vencer Portugal por 4 a 2, o meia-atacante Cesc Fábregas acabou se emocionando. Ele disse que teve um "pressentimento'' de que iria converter sua cobrança caso a vaga fosse definida após o tempo normal e a prorrogação, e estava particularmente feliz pelo fato de a Fúria ter chegado à sua terceira decisão de competição importante em quatro anos.

"Durante a tarde, tive essa intuição, de que converteria o pênalti decisivo se o jogo chegasse à disputa por pênaltis'', disse o jogador do Barcelona. "A vida me deu uma oportunidade como esta. É incrível, algo fantástico.''

Fábregas reconheceu que Portugal foi um adversário de alto nível, que deu muito trabalho aos espanhóis. "Fizemos muito esforço para conseguir a classificação'', admitiu.

O meia, porém, procurou destacar o fato de que, depois de a Espanha chegar à decisão da Eurocopa de 2008 e da Copa do Mundo da África do Sul de 2010, agora está em sua terceira final seguida. "Jogar três finais em quatro anos... Não sei se alguém já conseguiu isso na história'', comemorou.

O goleiro Casillas, que começou a série decisiva defendendo o pênalti cobrado por João Mourinho, também evocou a questão histórica. "A Espanha já fez história e seguimos fazendo. Espero que os torcedores recordem isso pelo resto da vida'', disse. "Quem arriscaria dizer, quatro anos atrás, que iríamos conseguir tudo isso.''

Sobre o pênalti que defendeu, o goleiro do Real Madrid reconheceu ter sido ajudado por uma boa dose de sorte. "Eu tive a intuição de que poderia defender o primeiro (pênalti), mas também tive sorte de ter adivinhando o canto em que a bola foi chutada.''

O zagueiro Sergio Ramos, outro que foi escalado por Vicente Del Bosque para a disputa por pênaltis, disse que em nenhum momento ficou inseguro pelo fato de ter perdido uma cobrança decisiva recentemente - pelo Real Madrid, contra o Bayern de Munique, na semifinal da Copa dos Campeões.

Ontem, Sergio Ramos foi ousado, adotando a "cavadinha'' para enganar o goleiro Rui Patrício. "Não tive medo nenhum. Eu estava determinado desde o que ocorreu com minha equipe na Liga dos Campeões, porque sempre tive confiança'', garantiu.

Para o jogador, a Espanha mereceu a classificação: "Creio que sim, por isso estou muito feliz por chegar à final''.

Do lado português, desolação. Enquanto Cristiano Ronaldo deixou o campo balançando negativamente a cabeça e dizendo que o resultado foi injusto - ele cobraria o quinto pênalti, mas a série foi encerrada antes -, o atacante Nani creditou a eliminação à falta de sorte. "Simplesmente a Espanha teve mais sorte do que nós'', disse. "Tivemos de fazer muito esforço para chegar até aqui e, depois de tanto sofrimento, cair nos pênaltis é desapontador.''

Em caso de empate haverá prorrogação e, se for preciso, pênaltis

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