Espanha luta, mas não segura os EUA

Equipe dos irmãos Gasol tenta de todos os jeitos parar o bonde de LeBron James e Kobe Bryant, mas sucumbe no fim

ALESSANDRO LUCCHETTI , ENVIADO ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h04

Três dos cinco jogadores mais bem pagos da Olimpíada estavam na quadra da North Greenwich Arena: LeBron James, Kobe Bryant e Kevin Durant. Do outro lado, o melhor desafiante que os Estados Unidos poderiam enfrentar, a Espanha, campeã mundial em 2006 e bicampeã europeia.

Ninguém poderia considerar os espanhóis favoritos. Mas o time comandado pelo italiano Sergio Scariolo foi um duríssimo oponente. Os irmãos Pau e Marc Gasol jogaram muito, como de costume. Calderon, Navarro, Lull, Ibaka - todos deram sua parcela de contribuição. A briga no garrafão foi feroz. Os EUA levaram pequena vantagem: apanharam 37 rebotes, contra 35 do adversário.

Numa prova do nível da disputa, Mike Krzyzewski, o Coach K, deu pouco descanso aos astros. Durant esteve em quadra por 38 minutos; James batalhou por 30, e Kobe, já trintão, se esfalfou por 27. Durant, o mais tímido e novato do trio, revelou-se o mais decisivo: marcou 30 pontos, 15 deles em tiros de três pontos; James marcou 19, e Kobe fez 17.

A forma como os americanos comemoraram o placar favorável de 107 a 100 prova como foi difícil a batalha. E os organizadores britânicos mostraram como são americanófilos: tocaram "Born in The Usa", de Bruce Springsteen, praticamente um segundo hino norte-americano. No jogo de abertura, no qual a Rússia derrotou a Argentina por 81 a 77 na decisão do bronze, nenhuma música russa foi ouvida.

Boris Johnson, prefeito de Londres, abraçou Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia e que volta às telas, ao lado de Chuck Norris e Sylvester Stalone.

Os espanhóis, mesmo abatidos, receberam a prata com orgulho. E quem ainda não acreditava que haviam entregado um jogo para o Brasil para escapar dos EUA na semifinal eliminou qualquer dúvida: uma equipe tão técnica e aguerrida não perderia para o incompleto time de Rubén Magnano.

Orgulho. Gasol carrega o orgulho de ter dificultado a partida ao máximo. Na avaliação do pivô do Los Angeles Lakers, o adversário sentiu o perigo. "Eles sabiam que corriam o risco de perder, nós víamos isso em seus rostos. Nós estávamos ali".

Desde que a equipe norte-americana foi formada, identificou-se uma fraqueza na posição de pivô. Kevin Love, ala-pivô do Minnesota Timberwolves, foi para o sacrifício, e ganhou elogios de Coach K.

"Levamos desvantagem na altura, e Love brigou muito no garrafão. Ele fez um par de ações defensivas que foram decisivas para nós nos minutos finais".

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