Mikhail Antonov/Reuters
Mikhail Antonov/Reuters

Especialistas da Wada coletam informações sobre doping em laboratório russo

Em comunicado, entidade mundial antidopagem diz não ter tido problemas com a visita; eles haviam sido barrados pela Rusada em dezembro

Redação, Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2019 | 16h01

Um grupo de especialistas da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) iniciou nesta quinta-feira o processo de coletar informações de um laboratório de Moscou. Estes dados poderão envolver muitos atletas russos em casos antigos de uso de substâncias proibidas.

"O trabalho começou com o equipamento, o ajuste do equipamento, e a cópia do banco de dados", disse o ministro russo de Esportes, Pavel Kolobov, nesta quinta-feira, em entrevista para TV russa. "O trabalho prossegue com total coordenação porque discutimos com antecedência todos os detalhes técnicos e organizacionais."

Em comunicado, a Wada não confirmou o início da transferência de dados, mas observou que "a equipe teve acesso ao laboratório e não informou nenhum problema".

A Wada exigiu em setembro que a Rússia entregasse as informações até o 31 de dezembro. Se isso não ocorresse, a Agência Nacional Russa (Rusada, na sigla em inglês) seria suspensa por três anos, além de atletas e organizações.

Países ocidentais e entidades esportivas criticaram a postura da Wada por permitir que a Rússia apresentasse as informações após o prazo. Uma delegação anterior da agência deixou Moscou em dezembro sem a documentação.

A Wada busca informações até 2015, quando ordenou o fechamento do laboratório russo. Após investigações, a agência afirmou que o laboratório escondia rotineiramente casos de doping de centenas de desportistas russos. A Rússia foi finalmente punida e restrições foram impostas à participação de atletas russos na Olimpíada de Inverno do ano passado, na Coreia do Sul.

 

 

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