Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Especialistas no desafio de limites em dose dupla

Entre os atletas que vão participar da Paralimpíada, três merecem destaque: os sul-africanos Oscar Pistorius e Natalie du Toit além da polonesa Natalia Partyka. O trio atingiu um grau de excelência em seus respectivos esportes que permitiu a participação na Olimpíada contra atletas sem deficiência.

O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2012 | 03h04

Oscar Pistorius marcou época nos Jogos de Londres ao participar dos 400 metros e do revezamento 4 x400 metros. Não ganhou medalha, mas foi um final feliz para uma longa luta que vinha desde 2007, quando tentou participar da Olimpíada de Pequim. Até ser aceito com suas próteses de carbono Cheetah teve de superar polêmicas de todos os tipos - se o equipamento lhe davam vantagem extra ou se poderia machucar os adversários em caso de um choque.

Os desafios foram superados em etapas. Primeiro Pistorius teve autorização para competir, depois para ser selecionado para eventos internacionais (no revezamento do Mundial de Daegu foi obrigado a fazer a primeira largada) e finalmente para fazer parte da equipe da África do Sul nos Jogos, sem restrições. Na Paralimpíada, no entanto, o objetivo não será só participar, mas lutar pelo tricampeonato nos 200 metros e bi nos 100 e 400 metros.

Outra atleta que esteve em Londres foi Natalia Partika. E esta não foi sua primeira participação em olimpíadas pois também participou em Pequim. A má formação em um dos braços não a impede de ser umas das melhores atletas do mundo no tênis de mesa - é a atual 62.ª do ranking - e vai mostrar mais do seu talento nas mesas britânicas.

Um terceiro exemplo de atleta que transita entre o esporte olímpico e paralímpico é Natalie du Toit, que participou da prova das maratonas aquáticas nos Jogos de Pequim. Não repetiu a dose em Londres, mas estará nas piscinas da competição paralímpica onde já conquistou dez medalhas de ouro. Para esta edição, a última de sua carreira, pretende disputar sete provas e não esconde a ambição de aumentar sua coleção de ouros para 17. Depois, pretende trabalhar com educação e ajudar a diminuir os casos de afogamento entre crianças sul-africanas. V.Z..

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.