Esperança de trégua na categoria

Reuniões marcadas para hoje podem selar o fim dos conflitos entre as escuderias e a Federação Internacional

Livio Oricchio, MÔNACO, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

Primeiro serão os representantes das equipes que vão se reunir, hoje, no início da tarde, em Mônaco. Na sequência, todos se dirigem ao Automóvel Clube para novo encontro. Desta vez com Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, e o presidente da FIA, Max Mosley, em pessoa, para a surpresa de muitos. O clima, ontem no circuito, era de diálogo depois de várias discussões entre Ecclestone e diretores de times como Flavio Briatore, Renault, e Norbert Haug, Mercedes. Existe a possibilidade de se chegar hoje a um acordo e pôr fim à ameaça de um campeonato sem as principais equipes da competição em 2010."Let?s see, let?s see" ou "Vamos ver", limitou-se a dizer, ontem, Ecclestone, logo em seguida às conversas com Briatore e Haug. O que se sabe é que a associação das escuderias, Fota, vai propor hoje a Mosley, por meio de Luca di Montezemolo, presidente da entidade e da Ferrari, uma redução significativa de custos para o ano que vem, mas sem o limite de orçamento de £ 40 milhões (cerca de R$ 130 milhões) exigido por Mosley. Será a primeira vez que vão se ver depois das acusações duras, recíprocas, através da imprensa. Ontem, no entanto, Ecclestone adiantou aos representantes da Fota: "Não creio que Max vá voltar atrás no teto de investimento." Ao que parece, é também sua visão, diante da possibilidade de Toyota, Renault e até BMW deixarem a Fórmula 1 no fim da temporada, não mais por discordarem do regulamento imposto por Mosley, mas por razões financeiras.Mario Theissen, diretor da BMW, comentou: "Os dois lados estão conscientes de que precisam deixar algumas questões de lado e se reunir. É possível, sim, chegarmos a um acordo. É do interesse de todos." Confirmou que a Fota apresentará amanhã o seu pacote de cortar despesas para Mosley. "É o que precisamos agora, ter em mãos uma proposta para discutirmos." Mas, como Ecclestone em relação aos ideais de Mosley, o alemão lembrou: "Tem de ser algo que faça sentido para uma montadora permanecer na Fórmula 1." Pessoalmente, Ecclestone não quis responder se é a favor ou não do limite orçamentário de £ 40 milhões, sendo que as despesas com pilotos e ações promocionais não fazem parte do total. "Não sei, há muito tempo não sou mais proprietário de equipe. Se fosse, gostaria de uma regra que me fizesse, hoje, investir menos." Ecclestone reconheceu que a ameaça de a Ferrari deixar a Fórmula 1 é real. "Não gostaria de vê-los fora, mas infelizmente pode acontecer", comentou o dirigente.Hoje começa o prazo para inscrição no Mundial do ano que vem. São 13 vagas para 26 carros. Mosley vem propagando ter "muita gente interessada". Ontem, Ecclestone disse saber que a maioria dos times atuais não se inscreverá. Sem a indelicadeza, para se afirmar o mínimo, da Ferrari, ontem, que discriminou os pretendentes, mas é verdade também que parte dos que manifestaram desejo de competir na Fórmula 1 não dispõe de estrutura para o desafio. Wirth Research, Form Tech, Litespeed, Epslion, Euskadi e USGP são equipes interessadas. PREVISÕESBernie Ecclestonepromotor do Mundial"Não gostaria de vê-los fora (a Ferrari), mas pode acontecer""Não creio que Max vá voltar atrás no teto de investimento"

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