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''Espero que continuem me subestimando por ser mulher''

PATRÍCIA AMORIM

Bruno Lousada, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2011 | 00h00

Presidente do Flamengo

Um dia depois de anunciar a contratação do meia-atacante Ronaldinho Gaúcho, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, desabafou: "As pessoas me subestimam e espero que elas continuem me subestimando. Está dando certo. E não há preconceito somente por eu ser mulher. Há também por não ser do meio do futebol e ter vindo do esporte olímpico", declarou ao Estado.

No ano passado, o Flamengo sob sua gestão tirou o nadador Cesar Cielo do Corinthians e, agora, contratou Ronaldinho, desbancando Grêmio e Palmeiras. A que deve a fama de boa negociadora?

Estou aprendendo, trabalho muito e sou discreta. Procurei liderar um grupo de pessoas, num projeto elaborado por várias mãos, e a grande virtude foi o tempo todo pedir a todos que não perdessem o foco e evitassem declarações. Sou boa negociadora, pois falo a verdade, enfrento desafio e não delego (tarefas)... Não é que não delegue porque as pessoas não têm condição. Se quero trazer o atleta tal e ele tem essa grandeza, o presidente tem de entrar... Tenho palavra e cumpro. Estou feliz, a torcida também e isso não tem preço.

Qual foi o momento mais difícil no Flamengo até o momento?

O caso Bruno (o goleiro foi preso sob acusação de matar a ex-amante Eliza Samudio). Foi difícil. Houve comoção nacional por 20 dias. Todos os veículos só falavam disso e tivemos habilidade para conduzir o assunto. A história começou com o rótulo de goleiro do Flamengo e terminou como o caso Bruno, sem o nome do clube.

Depois disso, veio a saída conturbada do Zico e a luta do time contra o rebaixamento no Brasileiro. O primeiro ano do seu mandato, em 2010, não foi bom, não foi o que a senhora esperava?

Não, mas tentei. Não deu certo.

Ainda enfrenta muito preconceito por ser a primeira mulher presidindo o Flamengo?

As pessoas me subestimam e espero que continuem me subestimando. Está dando certo. E não há preconceito somente por eu ser mulher. Há também por não ser do meio do futebol e ter vindo do esporte olímpico. Fui atleta olímpica de natação (participou dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988).

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