Esporte investe milhões em busca de popularidade

O judô quer se consolidar nos próximos anos como o terceiro esporte do Brasil. Tanto em investimento, como em resultados. Com oito patrocinadores, que rendem R$ 12 milhões anuais, a seleção chega ao Mundial com estrutura de primeiro mundo, mas também com a cobrança que sofrem os melhores atletas do planeta. Se a Olimpíada de Londres fosse disputada hoje, o Brasil teria um atleta classificado em cada uma das 14 categorias, feito só obtido por Japão, França e Coreia do Sul.

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2011 | 00h00

Os judocas atualmente vivem apenas do esporte. Os atletas que conseguem maior destaque chegam a ganhar de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês. Neste ano de preparação para Londres, um incentivo dos patrocinadores de R$ 2 milhões foi distribuído entre os judocas e comissão técnica.

Outros R$ 3 milhões são injetados na preparação de atletas nas categorias inferiores. Com viagens, treinamentos e benefícios às seleções principais são gastos mais R$ 5 milhões por ano.

"Posso dar como exemplo da nossa estrutura o fato de nossos atletas entrarem para disputar o Mundial sabendo exatamente com quem estão lutando. Não há surpresas. Recebemos o vídeo com todas as competições", diz a técnica Rosicléia Campos.

De 2012 a 2015, o Brasil receberá três grandes eventos. Em outubro do ano que vem, Salvador terá o Mundial por Equipes e o Mundial de Veteranos. Em 2013, o Rio voltará a organizar o Mundial Sênior - foi sede em 2007. Dois anos mais tarde, o Mundial será em São Paulo.

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