Igo Bione/ etienemedeiros.com
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Esportistas revelam como estão enfrentando a paralisação das competições e suas implicações

"Sabemos que os atletas já estão sem seguir os seus treinamentos", disse Etiene Medeiros  

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2020 | 12h10

Esportistas, das mais diversas modalidades, estão lidando de formas bem distintas com a quarentena em razão do novo coronavírus. Alguns deles revelaram como estão enfrentando a paralisação de suas competições, a adequação à nova rotina de treinos e o que esperam do futuro do esporte e da Olimpíada em Tóquio, quando a pandemia for superada.

Pep Guardiola por exemplo, acredita que “sairemos dessa mais fortes, mais gentis e um pouco mais gordos”, brincou. “Acredito que o importante seja manter o cérebro ocupado. E, claro, nos mantermos ativos. Nós, jogadores, recebemos o programa de treinos que o Manchester City nos mandou, para termos certeza que estaremos bem quando a temporada voltar”, disse, assim o técnico do Manchester City, em entrevista ao Betway

Para Anthony Tylor, árbitro que apitou o confronto entre Paris Saint-Germain e Borussia Dortmund com portões fechados, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, a intensidade da partida não se altera, mas não cabe a ele, nem tanto aos jogadores tomar essa decisão.

“Participar de jogos com portões fechados é uma experiência muito diferente. Mas não tem grande efeito na intensidade dos jogos. Porque, claro, os jogadores ainda querem ganhar, os pontos ainda são importantes ou, até mesmo, vale uma classificação. Mas eu não tenho uma preferência pessoal. Claro, que a atmosfera de um estádio cheio conta, mas decisões sobre se os jogos serão disputados com portões fechados estão muito longe das mãos dos jogadores e dos árbitros”, explicou.

Etiene Medeiros, recordista mundial dos 50 metros costas, revelou que tem enfrentado dificuldades para treinar, já que, sem o principal meio de suas atividades, a piscina, não há como se preparar de forma adequada.“A gente sabe que os atletas já estão sem seguir os seus treinamentos. Tem muita gente que não tem mais piscina, que não tem seu lugar de treino”, contou.

Por outro lado, o maratonista Paulo Paula, de 40 anos, está utilizando o tempo sem competições para descansar. O atleta acredita que esse período de suspensão, fará com que os competidores entrem com mais gás na Olimpíada de Tóquio, em 2021.

“Estou aproveitando para descansar, fazer um treinamento paralelo, mas não sair na rua para correr, quero descansar o corpo. Acredito, que no segundo semestre muitos atletas terão que voltar com toda energia, já que vão ter muitas competições acumuladas”, disse Paulo, que acrescentou: “Com certeza, todos eles voltarão com bastante energia e vontade de vencer. Vejo que será uma Olimpíada com muitas quebras de recordes”.

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