Esquema de segurança vai envolver 300 policiais

São-paulinos da capital serão escoltados durante todo o trajeto até a Vila. PM fechará ruas próximas ao estádio às 7 horas

Ana Paula Garrido, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2010 | 00h00

O último clássico do Campeonato Paulista terá casa cheia na Vila Belmiro. Praticamente todos os 15.900 ingressos colocados à venda para a torcida do Santos e os 600 destinados à do São Paulo esgotaram-se ontem. Assim como no primeiro confronto, realizado no Morumbi com vitória santista por 3 a 2, os visitantes tiveram direito a no máximo 5% dos assentos.

Segundo o promotor Paulo Castilho, responsável pelo combate à violência no futebol paulista, a redução da cota promove a paz nos estádios. "No outro jogo não houve nenhuma ocorrência, por causa da pequena torcida visitante. Garanto que não acontecerá nada neste domingo (hoje) também", afirmou.

O capitão da Polícia Militar Eli Fraga do Rêgo, coordenador da operação de segurança do clássico de hoje, no entanto, apresenta ressalvas a tal garantia. Para ocorrer um tumulto, segundo ele, não precisa de muita gente. "Bastam 20 torcedores dispostos a brigar para começar uma confusão", disse.

Para evitar tal situação, o esquema de segurança envolverá ao todo 300 policiais, entre eles integrantes da cavalaria e equipe aérea, todos focados no interior e entorno do estádio. Como as ruas em volta da Vila Belmiro são estreitas, o trabalho da PM começa às 7h, com o isolamento das vias próximas ao local da partida e o controle do acesso - somente moradores e torcedores com ingresso na mão poderão transitar na região. "Isso já evita qualquer tumulto na porta do estádio", explicou o capitão da PM.

Escolta. Os torcedores do São Paulo têm escolta garantida por todo o trajeto até o estádio da Vila Belmiro. Na saída da capital, o suporte será feito pelo 2º Batalhão de Choque, que segue o comboio até a Rodovia dos Imigrantes, onde os ônibus passarão para o comando da Polícia Rodoviária.

Ao chegar na Baixada Santista, os são-paulinos serão recebidos pelo 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior, que os acompanhará até a entrada no estádio, por meio do portão 21. O acesso reservado aos visitantes será isolado com tapume, para evitar qualquer contato visual entre as torcidas rivais.

Torcida única. A redução das vagas para os visitantes surge como uma tendência para as partidas de rivalidade acirrada. Cenário que pode evoluir para a criação da torcida única, segundo Paulo Castilho. "Planejamos ter torcida única em disputas entre equipes com histórico violento, como Vasco e Corinthians, por exemplo", explicou. "Seria uma medida emergencial e transitória", completa.

Já para as partidas da final do Campeonato Paulista, a divisão das arquibancadas ainda não foi definida. Como envolverá um clube grande e uma equipe do interior, teme-se que um dos times com mando de campo não ocupe totalmente o estádio, caso se mantenha a cota de 5% ao visitante. "Vai depender de quem chegar lá e o local dos jogos", disse Castilho.

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