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Esqui livre aéreo é modalidade indicada para ex-ginastas

Atual campeã olímpica, australiana Lydia Lassila foi ginasta, assim como favorita da equipe americana

Amanda Romanelli e Demétrio Vecchioli, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2014 | 04h52

SÃO PAULO - Não foi à toa que o esqui livre aéreo recebeu investimentos da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) apesar de não haver, até então, nenhuma atleta brasileira praticante da modalidade. Das 60 provas na neve previstas para serem realizadas em Sochi, essa é a que permite o maior tempo de treinos no seco.

Isso porque, nesta modalidade do esqui estilo livre, o atleta só esquia de verdade depois que a apresentação já acabou. Ele sai de uma plataforma de lançamento com os esquis separados e as pernas abertas, evitando mover o corpo para aumentar a velocidade. Ao fim de uma rampa, é jogado para cima. É neste momento em que ele é avaliado pelas acrobacias que realiza até aterrissar de volta na neve.

Na avaliação do técnico Ryan Snow, é muito mais fácil ensinar alguém a esquiar do que a realizar acrobacias. Quando montou, junto com a CBDN, o projeto de convidar ex-ginastas para uma seletiva, levou em conta a dificuldade de incutir em um atleta a habilidade de se localizar em um movimento brusco no ar, algo que Laís, especialista em provas de salto na ginástica artística, tinha de sobra.

As brasileiras não seriam as únicas ex-ginastas nessa modalidade. A principal atleta dos Estados Unidos, Ashley Caldwell, ficou 11 anos na ginástica até se arriscar na neve – o que fez aos 13 anos. Situação semelhante à da australiana Lydia Lassila, atual campeã olímpica, que trocou a ginástica pelo aéreo numa seletiva idêntica à brasileira. Dois anos depois, foi oitava colocada nos Jogos de Salt Lake City, disputados em 2002.

Para Sochi, o favoritismo é da China, que tem as três primeiras colocadas do ranking da Copa do Mundo. Em 2010, ganhou três medalhas em provas de neve – não pela tradição no esqui, mas por ser uma importante escola da ginástica.

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