Estádio corintiano agita eleição da Fifa

Mohamed Bin Hammam, que concorre contra Joseph Blatter, quer entrar no projeto para conquistar apoio da CBF

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

O Itaquerão pode ser financiado pelo candidato à presidente da Fifa, o milionário cartola do futebol árabe, Mohamed Bin Hammam. O árabe quer fechar um acordo para comprar o nome do estádio e, assim, viabilizar a construção da arena. Bin Hammam teve rápida passagem por São Paulo. Ele desembarcou ontem à noite na capital e hoje estará em Assunção, no Paraguai, onde acompanha reunião da Conmebol. A ideia é seduzir os votos dos dirigentes sul-americanos, entre eles o de Ricardo Teixeira.

Para obtê-lo, o candidato não descarta nenhum tipo de acordo. Bin Hammam, por exemplo, leva na mala uma sinalização de que, se for eleito no pleito em junho, aliviará as críticas contra o Brasil na preparação da Copa de 2014 e apoiará Itaquera para a abertura do Mundial. A meta seria fechar um acordo para dar o direito ao Catar de colocar seu nome na arena. Em troca, o milionário pagaria parte do financiamento da construção do estádio. Se vencer a eleição para a presidência da Fifa, dia 1 de junho, não hesitaria em colocar seu próprio estádio como palco da abertura do Mundial de 2014.

Estratégia. O cartola já tem experiência em fechar contratos estratégicos. Por 170 milhões, as autoridades do Catar quebraram um dos últimos tabus do futebol: fecharam o maior acordo da história do futebol e terão o direito de estampar seu nome na camisa de um dos times mais populares do planeta. O Barça, com dívidas impagáveis, aceitou a oferta.

O acordo entre o Catar e o time do Barcelona ainda fez parte de um entendimento entre a Espanha e o país árabe para a troca de apoio para sediar a Copa de 2022. O Catar ganhou o direito de receber o Mundial e apoiaram a Espanha para obter a Copa de 2018. O acordo funcionou para o Catar, que ficou com a competição de 2022, mas não foi suficiente para garantir a vitória da Espanha, que viu a Rússia levar o direito de organizar em 2018.

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