Estádio do Corinthians ganha força para a Copa de 2014

O estádio do Corinthians, sonho da torcida e que se transformou em motivo de chacota nas últimas décadas por movimentar apenas o mercado de maquetes, ganhou força na corrida para ser o palco de São Paulo na Copa do Mundo de 2014. O clube conquistou um forte aliado para o projeto: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, entre outras atribuições, também atua como conselheiro vitalício do time alvinegro.

WAGNER VILARON, Agência Estado

22 de julho de 2010 | 09h23

Lula e o presidente corintiano, Andrés Sanchez, mantiveram alguns encontros neste ano. O último deles aconteceu há exatamente uma semana. Na pauta da reunião, além de algumas críticas à seleção brasileira que fracassou na Copa do Mundo da África do Sul e da campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro, esteve a discussão sobre a nova arena. Lula se comprometeu a ajudar seu clube do coração na articulação política necessária para a concretização do negócio.

O plano da diretoria corintiana é ousado. O clube pretende erguer o estádio no terreno que mantém em Itaquera, onde funciona o Centro de Treinamento das categorias de base. O projeto é tratado com tanto carinho por Sanchez que a ideia é fazer o anúncio oficial de seu lançamento no dia 1.º de setembro, data do 100.º aniversário do clube. "Literalmente seria um presente para o nosso torcedor", explicou à Agência Estado uma das pessoas que coordena o projeto.

Alguns integrantes da diretoria corintiana que defendem a utilização do novo estádio na Copa do Mundo de 2014 ficaram animados com o resultado do encontro que reuniu nesta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, o governador Alberto Goldman (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Para esse grupo, ficou no ar a intenção de se investir na construção de um novo estádio. Como a hipótese de duas arenas subirem ao mesmo tempo, ganharia força a participação do Corinthians.

PORTAS FECHADAS - Após duas horas de reunião, os três evitaram responder perguntas, mas fizeram questão de destacar que trabalharão em conjunto para trazer para a cidade a abertura do Mundial. "Tivemos um conversa e saímos imbuídos de que faremos o máximo possível para que a abertura seja em São Paulo", afirmou Teixeira, que não quis dar mais detalhes sobre o que foi debatido. "Não se falou sobre estádio e dentro das próximas semanas vamos tentar achar uma solução".

Se nos bastidores o clima era tumultuado, pelo menos na saída o discurso parecia bem ensaiado. "Concordamos trabalhar nas próximas semanas para que se viabilize a abertura. Vamos fazer um esforço nessa direção, mas hoje (quarta) não colocamos nenhuma opção", reforçou Goldman. Kassab, por sua vez, voltou a bater na tecla de que a prefeitura não investirá recursos públicos na construção de arenas.

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