Estádio do Pan: o mais moderno da AL

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a prefeitura do Rio ainda não sabem como aproveitarão o Estádio Olímpico dos Jogos Pan-Americanos de 2007, caso o Rio seja escolhido em 6 de julho de 2005 para ser a sede das Olimpíadas de 2012. Hoje foi realizada no local, de 196 metros quadrados, a cerimônia de lançamento da pedra fundamental, que tem sua construção orçada em R$ 166 milhões e término das obras previsto para o segundo trimestre de 2005. A função do Estádio Olímpico João Havelange, em Engenho de Dentro, zona norte, é a única dúvida a ser dirimida no documento de 50 questões elaboradas pelo COI às cidades aspirantes aos Jogos de 2012. Ainda nesta semana, os dirigentes brasileiros escolherão uma entre duas opções: utilizá-lo somente para as disputas do futebol, ou aumentar sua capacidade de 45 para 60 mil torcedores e torná-lo um dos principais focos das Olimpíadas destinando-o às competições de atletismo. As respostas do Rio vão ser encaminhadas para a confecção na gráfica na próxima semana e serão entregues ao COI no dia 15 de janeiro. Para fortalecer a candidatura carioca, o COB decidiu ter por modelo o trabalho desenvolvido em Sydney-2000, considerado pela comunidade esportiva a melhor edição das Olimpíadas de todos os tempos. E com o objetivo de preparar as respostas do questionário e o dossiê de candidatura, a entidade brasileira contratou os serviços de duas agências internacionais que atuaram na Austrália. Uma está reservada estritamente à área de segurança. O COB não confirma, mas a Agência Estado apurou que um dos nomes internacionais envolvidos no processo de candidatura do Rio é o de John Baker, diretor da Blight Voller e Nield. O dirigente foi o arquiteto do Plano Master para o Comitê Organizador dos Jogos de Sydney, no planejamento operacional de instalações nas áreas públicas na Baía de Homebush. Atualmente, Baker está envolvido em vários projetos em Atenas, além de prestar assessoria a cidades candidatas à sede das Olimpíadas, uma de suas principais atividades. Em março de 2002, o dirigente participou no Rio do Seminário sobre Candidatura para Jogos Olímpicos, promovido pelo COB. Após a entrega do questionário, o COI o analisará e, entre maio e julho, anunciará as cidades aceitas para concorrer à disputa pelos Jogos de 2012. Além do Rio, brigam pelo direito de ser a sede das Olimpíadas: Havana (Cuba), Istambul (Turquia), Leipzig (Alemanha), Londres (Inglaterra), Madri (Espanha), Moscou (Rússia), Nova York (EUA) e Paris (França). Visita - De acordo com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, a visita que o presidente do COI, Jacques Rogge, fará ao Rio ainda não foi marcada por falta de datas na agenda do dirigente belga. Nuzman, no entanto, não se mostrou preocupado com o fato. Apesar de não admití-la, a preferência do presidente do COB é a de que a visita de Rogge demore para ocorrer, porque quanto mais tempo transcorrer, melhor será a apresentação Rio, que já estará transformada em um "canteiro de obras" por causa das construções das instalações para os Jogos Pan-Americanos de 2007. A única certeza é a de que o presidente do COI virá para prestigiar a disputa de um evento esportivo internacional. O presidente do COI visitou hoje Madri, onde teceu vários elogios à cidade. Destacou qualidades de seu projeto de candidatura, assim como a capacidade de ser a sede de um evento como os Jogos Olímpicos. "Temos uma lembrança excelente dos Jogos de Barcelona e graças a eles sabemos que Espanha e Madri seriam capazes de organizar outros Jogos excelentes", afirmou o presidente do COI. "A escolha será muito difícil. As candidatas são de primeira qualidade, mas Madri tem uma posição muito forte."

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