Estádio Independência é o novo alçapão

Na arena, que ajuda a explicar a excelente campanha, o Galo tem 88,9% de aproveitamento dos pontos disputados

O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2012 | 03h06

O renascimento do Atlético coincide com o mando de jogos no Estádio Independência, na capital mineira, onde o clube tem aproveitamento de 88,9%. Coincide, não. Ajuda a explicar. "Atuar no Independência foi fundamental para a excelente campanha do Atlético no ano", avalia o diretor Eduardo Maluf. Desde o início da reforma do Mineirão para a Copa, que começou em junho de 2010, o Atlético jogava na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, ou no Estádio João Lamego, em Ipatinga. Nesse último, a campanha foi um horror: duas vitórias e cinco derrotas. Na Arena do Jacaré, o aproveitamento foi melhor (65%), apesar do perfil da torcida ser outro. Eram famílias que iam assistir à partida como se fossem ao shopping. Poucos ficavam se esgoelando pelo clube. Nessas duas edições do Brasileirão, o Atlético brigou para não cair.

Já o Estádio Independência, que também passou por reformas e foi reinaugurado em abril deste ano, possui um projeto arquitetônico e acústico que se assemelha ao Estádio La Bombonera, o caldeirão mais famoso dos palcos sul-americanos. Tem uma localização privilegiada, no centro da cidade, o que facilita a acesso da "Massa", como é conhecida a torcida atleticana. No Independência, o importante não é a quantidade e sim qualidade. A média de público é de 18 mil, distante dos 23 mil do campeão de audiência, o Corinthians, mas vão à arena aqueles retratados pelo saudoso cronista Armando Nogueira: "Torcidas, haverá as mais numerosas (Flamengo) ou mais conhecidas por sua grandeza (Corinthians), mas nenhum séquito futebolístico brasileiro se compara à massa do Clube Atlético Mineiro em mística apaixonada, em anedotário heroico, em poesia acumulada ao longo dos anos. No caso atleticano, a alma do time não é senão a alma da torcida."

Mesmo depois que o Mineirão for reaberto, em dezembro, o Atlético deve continuar a jogar no Independência já que assinou um contrato com a empresa responsável pela gestão do espaço por dez anos. /G.Jr.

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