'Estamos no caminho certo', diz Tirone

Presidente avalia sua gestão como boa e garante que a torcida voltará a sorrir em breve

O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2012 | 02h02

Com os olhos cheios de lágrimas e o semblante assustado, o presidente Arnaldo Tirone tentou explicar a queda para a Série B. Na ânsia de tentar passar tranquilidade para os torcedores, mostrou um otimismo que pegou muita gente de surpresa e passou a impressão de que o time não havia acabado de sofrer a humilhação do rebaixamento.

"Estamos todos tristes pelo que aconteceu, claro, mas a verdade é que estamos no caminho certo", disse o dirigente. "Hoje o clube está mais tranquilo, as contas estão em dia e tudo o que era necessário fazer nós fizemos corretamente. O nosso problema foi acomodação após o título da Copa do Brasil, muitos problemas de lesões e a perda de mando de campo. Com tudo isso, fica difícil."

O presidente voltou a dizer que não se sente culpado pelo que aconteceu. "Eu seria culpado se não desse o máximo de mim. Não me sinto culpado, apenas responsável pelas coisas, como todos do clube."

Mostrando muita confiança, Tirone ainda fez uma promessa para a torcida palmeirense. "Sei que a torcida está chorando, mas eles vão sorrir porque o Palmeiras vai continuar sendo grande e voltaremos a dar alegrias para eles. Aos rivais, eu digo que quem está rindo ainda vai chorar em ver o nosso sucesso."

A partir de hoje o presidente dá início a uma reformulação no clube. Alguns jogadores já devem ser afastados e liberados para negociar com outros times e podem ocorrer mudanças em outros setores do futebol.

"Temos de reconstruir o clube após o estrago que aconteceu. Vamos aproveitar o que fizemos de bom e corrigir os erros."

Pensar em 2013. Uma coisa certa é que dificilmente o técnico Gilson Kleina deixará a equipe. Isso só vai acontecer se ele pedir demissão, o que não deve acontecer, ou se a nova diretoria que assume o clube a partir do dia 21 de janeiro, data da eleição, resolvê-lo trocar. Até lá, ele fica. A opinião da diretoria é que o treinador não tem culpa pelo rebaixamento. "Ele é vítima da situação e lutou bastante para tentar salvar o time", disse Tirone.

A semana será de muita pressão para que o presidente antecipe a eleição e dê início à reformulação do elenco. O temor é com os protestos violentos da torcida, que prometeu não dar paz a ele em caso de queda.

"Claro que fico preocupado com isso (violência), mas acho que o mais importante neste momento é unir forças para trabalharmos pelo Palmeiras e sairmos dessa situação." / D.B.

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